Publicação da UNESCO debate relação entre migração e mudanças climáticas

Livro “Migração e Mudança Climática” reúne opinião de especialistas com o objetivo de derrubar os mitos associados ao tema. Brasil foi um dos países estudados.

Livro “Migração e Mudança Climática” reúne a opinião de 26 especialistas de diversas disciplinas como demografia, climatologia, economia e direito, com o objetivo de derrubar os mitos associados ao tema. O Brasil foi um dos países estudados.

“Este livro analisa as evidências (…), nos mostra as verdadeiras questões em jogo, especialmente aquelas relativas aos direitos humanos. Ele também orienta os tomadores de decisão ao nível local, nacional e internacional sobre as política mais sensatas a serem adotadas”, disse a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, que assumiu no dia 1 de julho a presidência do Grupo de Migração Global.

A publicação enfatiza que a mudança climática é apenas um elemento entre uma série de fatores que levam as pessoas a deixarem suas casas ou até seus países. “O dia do juízo final profetizado por ambientalistas pode contribuir mais para estigmatizar os refugiados e os migrantes (…) do que para aumentar a conscientização ambiental”, escreve Stephen Castles, Diretor Associado do Instituto Internacional de Migração da Universidade de Oxford, na conclusão livro.

No entanto, os autores reconhecem que a falta de estudo não é o único problema. Faltam, também, ações práticas. Cada vez mais, os ciclones tropicais, as inundações, as secas e os processos de desertificações influenciam a migração no mundo.