Protocolos de higiene mantêm salas de aula na África Ocidental livres de ebola, diz UNICEF

‘As crianças aprenderam na escola como proteger uns aos outros do ebola, e elas passaram essas mensagens para seus pais e suas comunidades’, disse o representante do UNICEF em Serra Leoa.

Menino tira a temperatura logo que chega à escola em Kenema, Serra Leoa. Foto: UNICEF/Tanya Bindra

Menino tira a temperatura logo que chega à escola em Kenema, Serra Leoa. Foto: UNICEF/Tanya Bindra

Medidas apoiadas pelas Nações Unidas postas em prática para proteger a população contra o ebola têm ajudado a manter as salas de aula livres de quaisquer infecções na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, afirmou nesta quarta-feira (12) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“O enorme esforço que foi para tornar as escolas o mais seguras possível da transmissão do ebola parece ter valido à pena”, disse o representante do UNICEF em Serra Leoa, Geoff Wiffin. “As crianças aprenderam na escola como proteger uns aos outros do ebola, e elas passaram essas mensagens para seus pais e suas comunidades. Isso desempenhou um papel importante na luta contra a epidemia”.

Nos três países, não houve casos notificados de um estudante ou um professor infectados em uma escola. Isso ocorreu graças aos rigorosos protocolos de higiene introduzidos quando as aulas recomeçaram no início do ano depois de um atraso no calendário escolar causado pelo surto. Cerca de cinco milhões de crianças perderam meses de aula com as escolas fechadas de julho 2014 até os primeiros meses de 2015 nesses três países.

Desenvolvidos pela UNICEF e seus parceiros, os protocolos incluem tomar a temperatura de crianças e funcionários no portão da escola e a instalação de estações de lavagem das mãos. Eles também envolvem a distribuição de milhões de barras de sabão e cloro, e a formação de dezenas de milhares de professores e administradores nos protocolos e na prestação de apoio psicossocial.