Proteger trabalhadores humanitários é primordial, diz oficial da ONU

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Enquanto conflitos ao redor do mundo continuam sendo uma ameaça para a vida de muitas pessoas, o chefe humanitário das Nações Unidas destacou a importância de assegurar que corajosos homens e mulheres que arriscam suas vidas para ajudar aqueles que precisam não sejam tratados como alvo.

“A proteção dos trabalhadores humanitários é primordial”, disse Stephen O’Brien, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários e coordenador da assistência de emergência, no marco das comemorações do Dia Mundial Humanitário (19 de agosto).

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros entregam ajuda em bairros isolados no leste de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros entregam ajuda em bairros isolados no leste de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR

Enquanto conflitos ao redor do mundo continuam sendo uma ameaça para a vida de muitas pessoas, o chefe do braço humanitário das Nações Unidas destacou a importância de assegurar que corajosos homens e mulheres que arriscam suas vidas para ajudar aqueles que precisam não sejam tratados como alvo.

“A proteção dos trabalhadores humanitários é primordial”, disse Stephen O’Brien, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários e coordenador da assistência de emergência, no marco das comemorações do Dia Mundial Humanitário.

Celebrado em 19 de agosto, o Dia Mundial Humanitário reconhece o serviço dos trabalhadores humanitários que arriscam suas vidas todos os dias dando auxílio a pessoas afetadas pelas crises ao redor do mundo. A data foi designada pela Assembleia Geral em homenagem às 22 pessoas que perderam a vida nessa mesma data, em 2003, num atentado que destruiu a sede das Nações Unidas em Bagdá, no Iraque.

Este ano, parceiros humanitários se uniram à campanha “Não é Alvo” – do original em inglês, #NotATarget – , que busca alertar o público sobre a necessidade de proteger civis em situações de guerra, incluindo trabalhadores humanitários e médicos.

“O Dia Mundial Humanitário é uma oportunidade para focarmos na proteção dos nossos trabalhadores humanitários, particularmente da área médica”, disse O’Brien, que apontou que, na atualidade, eles trabalham em mais de 40 países ao redor do mundo, muitos deles há muitos anos, apesar das dificuldades.

“Estas pessoas se colocam em enorme risco para poder dar auxílio às pessoas necessitadas, muitas vezes nos cenários mais perigosos e em crises muito prolongadas”, declarou o oficial da ONU.

Recentemente, sete socorristas voluntários sírios, conhecidos como Capacetes Brancos, foram assassinados. O’Brien lamentou que tais incidentes estejam se tornando cada vez mais comuns. “Nossos corações estão com as famílias e os amigos desses corajosos homens e mulheres que se sacrificaram até as últimas consequências para ajudar outros”, disse.

Apesar das dificuldades e perigos, o subsecretário-geral disse que o serviço humanitário está avançando “em todos os sentidos”.

“Estados-membros, trabalhadores humanitários, coordenadores da assistência humanitária, todos nós continuamos demonstrando força, determinação, coragem e convicção”, disse ele. “Não existe bem público global mais importante que o de procurar salvar vidas e proteger civis em situação de guerra”, completou.

A iniciativa “Não é Alvo” surge como resposta aos dados revelados no relatório lançado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, no início deste ano sobre a proteção de civis. Ele pediu respeito ao direito internacional humanitário e aos direitos humanos de civis.

Segundo o relatório, as pessoas com necessidade urgente de auxílio humanitário e proteção são civis que habitam zonas urbanas, crianças, vítimas de violência sexual, trabalhadores humanitários, médicos e pessoas deslocadas forçosamente.

Para O’Brien, fazer a diferença em campo requer “vontade física e capacidade para construir relações com todos os atores de diversos lugares” para poder chegar até as pessoas necessitadas.

“Temos a ocupação de tentar proteger os civis, e para isso tentamos colocar todos os aspectos num equilíbrio adequado. Para poder cumprir com o nosso objetivo, precisamos assegurar que os perpetradores da violência sejam responsabilizados pelas suas ações”, disse O’Brien.

O subsecretário-geral concluiu que é importante que todos os atores adiram às normas, leis e princípios internacionais acordados para garantir que todos assumam a responsabilidade nesta missão conjunta.


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