Proteção de grupos vulneráveis é um dos destaques entre as metas da ONU para 2016, segundo Ban Ki-moon

Em reunião da Assembleia Geral, chefe da Organização também enfatiza a prevenção à formação de grupos extremistas, igualdade de gênero, desenvolvimento sustentável e manutenção da paz.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Falando a respeito dos objetivos da ONU de 2016, o secretário-geral da Organização, Ban Ki-moon, afirmou nesta quinta-feira (14) que a comunidade global precisa definir bem suas prioridades. Durante sessão anual informal da Assembleia Geral, o chefe da ONU destacou os temas de desenvolvimento sustentável, de proteção dos grupos vulneráveis, prevenção à formação de grupos extremistas e igualdade de gênero.

Este é o último ano do segundo mandato de Ban Ki-moon na Organização, que permaneceu na liderança da Organização por dez anos. “Um ano pode parecer muito curto no tempo da ONU. Mas acredito que podemos fazê-lo ser dinâmico e produtivo”, disse.

Elogiando o Acordo Climático de Paris sobre Mudanças Climáticas e a Agenda de 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o chefe da ONU enfatizou que 2016 deve ser um ano para colocar essas metas em prática, destacando entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os de acabar com a pobreza, lutar contra as desigualdades e frear as mudanças climáticas.

Declarando que a igualdade de gênero está no centro dos ODS, Ban afirma que o progresso tem sido “lento e desnivelado”. Para ele, os gabinetes, parlamentos, processos de paz e conselhos de administração têm poucas mulheres. “Infelizmente, por vezes, esse tem sido o caso na Organização”, disse, acrescentando que tem se empenhado para mudar o quadro.

Sobre paz e assuntos de segurança, o secretário-geral destacou a necessidade de trabalhar mais para proteger as populações vulneráveis, chamando também a comunidade global a acabar com os conflitos que são perpetuados por divisões estabelecidas mundialmente.

Jogando luz sobre os eventos que aconteceram no Oriente Médio, Ban recordou acontecimentos como na cidade de Madaya, Síria, onde a população foi sitiada, sem ter acesso à comida e assistência na área da saúde. O alimento tem sido utilizado como arma no conflito do país, o que o chefe da ONU afirma ser um “claro crime de guerra”.

A respeito disso, pediu por ajuda humanitária incondicional e imediata. “Todos os lados do conflito na Síria são culpados por aumentar o sofrimento dos civis – de cometer abusos inaceitáveis”, disse.

Nesta sexta-feira (15), Ban apresentará um Plano de Ação para Prevenir o Extremismo Violento. Sobre o tema, afirmou que o desafio da Organização é deter os grupos extremistas Daesh, Boko Haram, al-Shabaab, Al Qaeda e outros.

Sobre os refugiados, o chefe da ONU destacou que o número dos que chegaram à Europa corresponde a menos de 2% dos 60 milhões de deslocados e refugiados, pedindo apoio para todas essas pessoas que desejam um lar seguro.

O secretário-geral também falou sobre o desarmamento nuclear como prioridade nas metas de 2016, destacando que armas nucleares são uma ameaça à segurança dos países que a produzem e para o mundo.