Projeto Siderurgia Sustentável é apresentado em evento de produtores rurais em Viçosa

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As boas práticas do Projeto Siderurgia Sustentável foram apresentadas aos produtores e empresários rurais que visitaram o tradicional evento de extensão da Universidade Federal de Viçosa (UFV), realizado de 14 a 20 de julho.

Implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sob coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o projeto visa melhorar a eficiência da conversão da madeira em carvão vegetal na siderurgia, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa.

Em aula prática, participantes do curso conhecem sistema forno-fornalha desenvolvido pela UFV. Foto: PNUD/Matheus Mesquita

Em aula prática, participantes do curso conhecem sistema forno-fornalha desenvolvido pela UFV. Foto: PNUD/Matheus Mesquita

As boas práticas do Projeto Siderurgia Sustentável foram apresentadas aos produtores e empresários rurais que visitaram o tradicional evento de extensão da Universidade Federal de Viçosa (UFV), realizado de 14 a 20 de julho.

Na Semana do Fazendeiro, o sistema forno-fornalha foi tema de estande de exposição e de dois cursos ministrados pela professora Cássia Carneiro, do Departamento de Engenharia Florestal da UFV. Em sua 89ª edição, o público somou mais de 80 mil pessoas.

A universidade é parceira do projeto para encontrar as melhores tecnologias na produção do carvão vegetal pelo pequeno e médio produtor.

A partir do sistema forno-fornalha, as vantagens em comparação aos métodos tradicionais de produção de carvão vegetal são consideráveis: redução dos gases de efeito estufa, aumento da produtividade dos fornos e melhoria da qualidade do produto.

As informações sobre o funcionamento do sistema forno-fornalha foram apresentadas em dois cursos, que reuniram cerca de 100 pessoas durante a programação da 89ª Semana do Fazendeiro.

A professora Cássia explicou que o curso de capacitação teve como público técnicos, engenheiros, pesquisadores e demais profissionais do setor florestal com o objetivo de demonstrar o funcionamento do sistema e o uso de pirômetros (aparelho utilizado para o monitoramento da temperatura dos fornos, que facilita e torna mais eficiente o controle do processo de carbonização da madeira).

No segundo curso foram debatidos temas como o contexto energético da produção de carvão vegetal, qualidade da madeira e carvão vegetal, sistemas de produção de carvão vegetal e métodos de monitoramento da temperatura do forno, além da utilização dos gases do queimador para secagem da madeira.

“O curso foi muito bem avaliado pelos participantes e os conhecimentos bem recebidos, surgindo a demanda de outras capacitações para atendimento aos produtores”, contou a professora Cássia Carneiro.

Sistema forno-fornalha

O modelo de uma chaminé acoplada a quatro fornos foi desenvolvido pela UFV e, além de melhorar a eficiência da conversão da madeira em carvão vegetal, queima os gases gerados durante o processo.

A consequência é a menor emissão de gases de efeito estufa, que causam a mudança do clima. A maior qualidade da madeira e carvão vegetal gera, ainda, maior competitividade do carvão perante as fontes fósseis. Os métodos de monitoramento da temperatura do forno também são uma inovação para melhorar a qualidade de vida do carbonizador.

A experiência foi comprovada na primeira unidade demonstrativa instalada pelo Projeto Siderurgia Sustentável, em Lamim (MG), em parceria com a UFV e com a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

A intenção do Projeto Siderurgia Sustentável é construir Unidades Demonstrativas adicionais nas regiões do estado com maior produção de carvão vegetal, como o Norte de Minas Gerais, o Vale do Jequitinhonha e as regiões Central e Metropolitana.

O Projeto Siderurgia Sustentável é implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sob coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

O Projeto conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Governo de Minas Gerais.

Também conta com a parceria e contribuições da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), da EMATER Minas gerais, do SEBRAE e do SENAR Minas para a execução das atividades de capacitação para o produtor de carvão vegetal.


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