Projeto no semiárido do Piauí apoiado pela ONU terá aditivo de R$106 milhões

O governo do Piauí recebe nesta quarta-feira (30) representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas para elaborar a extensão do projeto Viva o Semiárido, iniciativa que visa ao desenvolvimento das comunidades rurais do estado.

Serão financiados planos de negócios nas cadeias produtivas da cajucultura, ovinocaprinocultura, avicultura, apicultura, piscicultura, mandiocultura e artesanato. As ações são voltadas para público prioritário de mulheres, jovens e comunidades quilombolas.

FIDA visitou cooperativas que recebem apoio da ONU e do governo no semiárido piauiense. Foto: FIDA / Manoela Cavadas

FIDA visitou cooperativas que recebem apoio da ONU e do governo no semiárido piauiense. Foto: FIDA / Manoela Cavadas

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), recebe nesta quarta-feira (30) representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas para elaborar a extensão do projeto Viva o Semiárido, beneficiado com aditivo de 106 milhões de reais.

Desse total, 53 milhões de reais serão aplicados pelo governo estadual e os outros 53 milhões pelo fundo da ONU. O Viva o Semiárido trabalha com 89 municípios de cinco territórios do semiárido Piauí.

Serão financiados planos de negócios nas cadeias produtivas da cajucultura, ovinocaprinocultura, avicultura, apicultura, piscicultura, mandiocultura e artesanato, visando proporcionar aos agricultores familiares uma situação de sustentabilidade. As ações são voltadas para público prioritário de mulheres, jovens e comunidades quilombolas.

De acordo com o diretor de inclusão produtiva da secretaria estadual, Francisco Chagas, o resultado parcial da missão será entregue ao governador, que deve fazer suas considerações sobre a continuação do programa. O aditivo do projeto dará ênfase ao acesso à água.

“Vale lembrar que o semiárido do Piauí está entrando no seu sexto ano de estiagem. A intervenção produtiva só pode ter êxito se for complementada com intervenções voltadas para melhorar o acesso à água tanto para consumo humano, como para produção. Também haverá financiamento de cisternas, poços, pequenas barragens e outros pequenos investimentos hídricos”, afirmou Hardi Vieira, oficial dos projetos FIDA no Brasil.

Outro componente importante está relacionado à inovação e ao desenvolvimento de capacidades de organizações e associações, de modo que elas possam estar em condições de gerenciar os pequenos empreendimentos produtivos, acessando outras políticas públicas. O objetivo é fazer com que os beneficiários, ao finalizar o projeto, não só saiam do estado de pobreza, como também tenham condições de continuar nas suas atividades.


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