Projeto impulsiona cadeia de produção do algodão por meio da Cooperação Sul-Sul

As três instituições que integram a iniciativa “Além do Algodão” se reuniram em Brasília (DF) para avaliar as atividades realizadas no primeiro ano do projeto e definir o plano de trabalho para o ano seguinte.

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome – fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos da ONU -, da Agência Brasileira de Cooperação e do Instituto Brasileiro do Algodão definiram quatro metas para 2019.

A iniciativa “Além do Algodão” promove a Cooperação Sul-Sul entre o Brasil e quatro países africanos com o objetivo de aprimorar a cadeia de produção e comercialização do produto.

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

Plantação de algodão em Catuti, Minas Gerais. Foto: OIT

As três instituições que integram a iniciativa “Além do Algodão” se reuniram em Brasília (DF) para avaliar as atividades realizadas no primeiro ano do projeto e definir o plano de trabalho para o ano seguinte.

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome – fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos da ONU -, da Agência Brasileira de Cooperação e do Instituto Brasileiro do Algodão definiram quatro metas para 2019.

A iniciativa “Além do Algodão” promove a Cooperação Sul-Sul entre o Brasil e quatro países africanos com o objetivo de aprimorar a cadeia de produção e comercialização do produto.

O comitê gestor da iniciativa definiu como meta a sistematização de duas boas práticas de produção de algodão em pequena escala.

As duas boas práticas identificadas são brasileiras, uma em Minas Gerais e outra no semiárido nordestino, principalmente no Piauí e em Pernambuco.

Os modelos de produção e comercialização desenvolvidos pelos agricultores familiares dessas duas regiões e os resultados obtidos serão sistematizados e compartilhados com gestores e agricultores dos quatro países africanos participantes da iniciativa “Além do Algodão”.

As experiências brasileiras servirão como fonte de inspiração para que Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia possam ver o potencial e entender as formas de vincular subprodutos do algodão e as culturas alimentares associadas à produção de algodão a mercados estáveis, inclusive programas de alimentação escolar.

Em linha com essa atividade, o comitê gestor definiu ainda que os atores relevantes de cada país parceiro participarão do Congresso Brasileiro do Algodão, como forma de fortalecer o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os cinco países.

Outra meta de 2019 é a finalização de dois dos quatro projetos-país. O projeto contém o detalhamento do plano de ação da iniciativa “Além do Algodão” em cada um dos países parceiros, e Moçambique e Benim serão os primeiros a concluir essa etapa, ainda em 2019.

A realização de duas missões de diagnóstico participativo também foi listada como uma das metas para este ano, uma no Quênia e uma na Tanzânia. A missão à Tanzânia já ocorreu.

Tanzânia

De 29 a 31 de maio, aconteceu em Morogoro, Tanzânia, uma oficina de construção do documento de diagnóstico sobre a cadeia do algodão no país e, mais especificamente, na província de Mwanza.

O diagnóstico detalhando é uma parte essencial do “Além do Algodão”, porque fornece os subsídios necessários para o detalhamento da intervenção no país, que será sistematizada no projeto-país.

Participaram da oficina o escritório do PMA na Tanzânia e representantes dos ministérios da Agricultura, Relações Exteriores, Pesquisa e Inovação, Comércio e Educação da Tanzânia.

Cada instituição participante está trabalhando paralelamente nas diferentes seções do documento, a partir das discussões realizadas durante a oficina. Assim que o documento estiver concluído, será validado por todos os atores da cooperação trilateral (Brasil, PMA e Tanzânia).


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