Projeto fotográfico apoiado pelo ONU-HABITAT retrata favelas brasileiras

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) apoia o projeto fotográfico “Miséria que Habita”, que documentará em livro as formas de habitação precárias no Brasil.

As imagens foram capturadas pelo fotógrafo Henrique de Campos, que percorreu diversos estados brasileiros.

No mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas vivem em assentamentos informais. No Brasil, esse número ultrapassava 11 milhões de pessoas, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010.

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) apoia o projeto fotográfico “Miséria que Habita”, que documentará em livro as formas de habitação precárias no Brasil.

As imagens foram capturadas pelo fotógrafo Henrique de Campos, que percorreu diversos estados brasileiros.

No mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas vivem em assentamentos informais. No Brasil, esse número ultrapassa 11 milhões de pessoas, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010.

Sem serviços públicos essenciais, como coleta de lixo, rede de esgoto, rede de água, energia elétrica e iluminação pública, os moradores dos assentamentos precários enfrentam uma série de vulnerabilidades sociais e sanitárias.

As fotografias do projeto criado em 2017 retratam moradores de favelas como Cantão, em Porto Alegre (RS), Jardim Peri, em São Paulo (SP), Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), e do lixão da cidade de Codó (MA).

Segundo o fotógrafo, a ideia de registrar essas realidades surgiu de sua “inquietude diante dos problemas sociais ligados à pobreza, e por paixão pela arte visual”.

Campos, que em paralelo ao projeto fotográfico já arrecadou mais de 1 mil cestas básicas e kits de higiene, transformou a mobilização social de suas redes em ajuda para cerca de 600 famílias em diversos estados do país.

“Diante da pandemia e das deficiências sanitárias que fotografei, notei que ajuda e medidas emergenciais poderiam, pelo menos, garantir o básico para essas pessoa em situação extrema carência provocada pelo novo coronavírus”, disse.

Rayne Ferretti Moraes, oficial nacional do ONU-Habitat, afirmou que a organização apoia institucionalmente os registros fotográficos do projeto, uma vez que estes ilustram de forma alarmante as disparidades sociais vivenciadas pelos brasileiros nas cidades.

“O mandato de nossa agência, na busca por cidades mais justas, resilientes, seguras e inclusivas, planeja e apoia ações dos poderes públicos nos mais diversos níveis para que esses registros de total escassez e precariedade façam parte do passado das cidades brasileiras”, disse Rayne.

Sobre o projeto “Miséria que Habita”

O projeto reúne imagens produzidas pelo fotógrafo Henrique de Campos, com a curadoria do também fotógrafo Eder Chiodetto.

As principais fotografias serão reunidas em um livro. A ideia é dar rosto e voz às famílias e comunidades mais vulneráveis, retratar os efeitos da crise econômica dos últimos anos e a crescente onda de desemprego que atinge, em sua maioria, os mais pobres.

Por meio da narrativa do dia a dia das pessoas, o objetivo é mostrar a luta contra o aumento da pobreza (material e imaterial) e a degradação das condições de vida.

Todo dinheiro arrecadado será revertido para os personagens registrados e para os projetos parceiros na forma de assessoria educacional, jurídica, serviços de saúde, beneficiamento de residência, cursos de capacitação profissional ou aquisição de maquinário para trabalho.

Saiba sobre a iniciativa no site miseriaquehabita.com.br e nas redes sociais Instagram @miseriaquehabita e Facebook.com/miseriaquehabita