Projeto financiado pelo Banco Mundial beneficiará famílias que vivem da agricultura rural na Bahia

O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Bahia irá fornecer assistência aos pequenos agricultores rurais no estado, beneficiando cerca de 200 mil pessoas.

Na Bahia, a produtividade da agricultura familiar de pequena escala é baixa e carece de técnicas modernas para aumentar a sua produção. Foto: FAO

Na Bahia, a produtividade da agricultura familiar de pequena escala é baixa e carece de técnicas modernas para aumentar a sua produção. Foto: FAO


Fornecer assistência aos pequenos agricultores rurais na Bahia, visando aumentar a sua produtividade e acesso aos mercados, é o objetivo do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Bahia, que em junho recebeu um empréstimo no valor de 150 milhões de dólares aprovado pelo Banco Mundial. Mais de 56 mil famílias no estado, o que representa cerca de 200 mil pessoas, serão beneficiadas, incluindo também os grupos tradicionalmente marginalizados como as famílias chefiadas por mulheres solteiras, comunidades indígenas e quilombolas.

A Bahia é o estado brasileiro com a maior população vivendo na pobreza extrema, cerca de 3,5 milhões de pessoas, com uma incidência especialmente elevada em áreas rurais, estimada em 1,54 milhão de pessoas. Cerca de 20% dos habitantes rurais do Brasil reside na Bahia, onde a produtividade da agricultura familiar de pequena escala é baixa e carece de técnicas modernas para aumentar a sua produção.

Sobre a aprovação do projeto, a diretora do Banco Mundial no Brasil, Deborah L. Wetzel, afirmou que “promover a inclusão produtiva e a integração aos mercados dos produtores rurais é a ação mais importante para ajudar os pobres a sair da extrema pobreza, e isto somente poderá se tornar realidade se a população de baixa renda e os grupos vulneráveis tiverem oportunidades econômicas iguais”.

“A agricultura familiar é um dos pilares da economia rural na Bahia”, afirmou o governador da Bahia, Jaques Wagner. “Este projeto foi planejado para ajudar os pequenos produtores a adotar instrumentos modernos de forma que aumentem sua produção e, consequentemente, tenham oportunidades iguais para competir nos mercados mais amplos”, acrescentou.