Projeto do PNUD e Brasil para setor algodoeiro na África receberá US$ 22,5 mi

O programa “Apoio ao Desenvolvimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul” visa resgatar uma cultura agrícola histórica, tradicional e capaz de gerar renda e emprego em diferentes países da África. Com os novos aportes financeiros, os recursos do projeto chegarão a 42,3 milhões de dólares. Fundos serão utilizados em projetos de cooperação técnica até 2022.

Da esquerda para direita, Haroldo Cunha, presidente-executivo do IBA; João Almino, diretor da ABC; e Didier Trebucq, diretor de país do PNUD. Foto: ABC

Da esquerda para direita, Haroldo Cunha, presidente-executivo do IBA; João Almino, diretor da ABC; e Didier Trebucq, diretor de país do PNUD. Foto: ABC

Um projeto da ONU e do Brasil para o crescimento da produção de algodão em 15 países africanos receberá 22,5 milhões de dólares para ampliar suas ações. Fruto de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), iniciativa teve seu orçamento e cronograma de atividades revisados em abril (24).

O programa “Apoio ao Desenvolvimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul” visa resgatar uma cultura agrícola histórica, tradicional e capaz de gerar renda e emprego em diferentes países da África. O projeto tem o apoio também do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Com estratégias para fortalecer e aprimorar as cadeias produtivas, a iniciativa do PNUD tinha um orçamento original de 19,8 milhões de dólares. Com os novos aportes financeiros, os recursos chegarão a 42,3 milhões. Fundos serão utilizados em projetos de cooperação técnica até 2022.

“Com o estreito diálogo entre todos os parceiros, foi possível redesenharmos o projeto, atendendo a todos os requisitos da cooperação internacional. Por meio da nossa relação horizontal, será possível executarmos as ações com bastante êxito”, afirmou o embaixador brasileiro e diretor da ABC, João Almino, durante a assinatura da revisão do programa.

Também presente, o coordenador-geral de Cooperação Técnica com a África, Ásia e Oceania da ABC, Nelci Caixeta, lembrou o caso do Mali, que estaria utilizando uma semente melhorada de algodão, técnica aperfeiçoada com as capacitações realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).

O uso da variedade já estaria contribuindo para um aumento significativo da produção de algodão.

“Por enquanto, elas são utilizadas por somente 10% dos pequenos produtores de algodão do Mali. Estamos com muitas expectativas em relação à próxima safra, quando serão utilizadas em larga escala, e poderemos observar claramente os efeitos decorrentes do projeto.”

O diretor do PNUD para o Brasil, Didier Trebucq, afirmou a importância do projeto para o programa da ONU e o compromisso da instituição em contribuir para o sucesso e agilidade na execução das iniciativas futuras.