Projeto da ONU ‘A Liberdade de Olhar’ chega a penitenciárias de Goiás

A iniciativa promove, por meio de oficinas de fotografia, um diálogo sobre direitos humanos, gênero, saúde e violência no sistema prisional.

O trabalho realizado em dois presídios foi se transformou na exposição "A Liberdade de Olhar" que possui mais de 100 imagens que retratam o cotidiano dos dois presídios. Foto: UNODC

O trabalho realizado em dois presídios se transformou em uma exposição que retrata o cotidiano dos presídios. Foto: UNODC

Aparecida de Goiânia, em Goiás, é a terceira cidade brasileira a receber o projeto “A Liberdade de Olhar“, que promove, por meio de oficinas de fotografia, um diálogo sobre direitos humanos, gênero, saúde e violência no sistema prisional.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) com a Delegação da União Europeia no Brasil, o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça e conta com o apoio do Governo do Estado de Goiás.

Durante o mês de agosto, o estado de Goiás receberá o projeto, que oferece aos internos e profissionais do sistema carcerário a chance de expressar seus olhares sobre o ambiente prisional, através da captura de imagens que representem as percepções e os sentimentos de quem vive o cotidiano dos presídios brasileiros.

Ao longo dessa primeira semana, o projeto acontece na Penitenciária Feminina Consuelo Nasser e conta com a participação de dez internas. Nas semanas subsequentes o projeto acontecerá na Penitenciária Masculina Coronel Odenir Guimarães.

“Mais uma vez o projeto ‘A Liberdade de Olhar’ abre uma oportunidade de escuta para estas mulheres que quase nunca tem voz, uma oportunidade de compreender um pouco mais sobre o universo feminino no sistema prisional. Temas como a sexualidade, a maternidade, os desafios do mercado de trabalho quando conseguem sair, o acesso a serviços de saúde, alimentação e a convivência no regime fechado vieram a tona e podem representar uma importante ferramenta para formadores de políticas públicas e atores do judiciário”, afirmou a oficial de Programa de HIV/Aids do UNODC, Nara Santos, ao final da primeira semana de trabalho.

Saiba mais sobre este projeto clicando aqui.