Projeto comunitário de taekwondo promove inclusão pelo esporte

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No Rio de Janeiro, uma iniciativa de taekwondo já ajudou quase 6 mil crianças e adolescentes em 18 anos de atividade. O projeto dialoga com os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Por meio da arte marcial coreana, a Associação Jadir de Taekwondo busca melhorar a qualidade de vida dos seus alunos, proporcionando acesso gratuito ao esporte, incentivando a cultura e oferecendo oportunidades de educação.

Confira neste vídeo produzido pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

No Rio de Janeiro, um projeto de taekwondo vem transformando a vida de crianças e adolescentes em vulnerabilidade. A iniciativa dialoga com os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, por exemplo, busca assegurar a educação inclusiva e de qualidade. Já o objetivo 16 busca, entre outros aspectos, promover sociedades pacíficas e inclusivas.

Por meio da arte marcial coreana, a Associação Jadir de Taekwondo busca melhorar a qualidade de vida dos seus alunos, proporcionando acesso gratuito ao esporte, incentivando a cultura e oferecendo oportunidades de educação.

“Esse projeto é fruto de uma reunião de pais, ex-atletas e atletas, preocupados com a violência e com as drogas, que resolveram criar a Associação Jadir de Taekwondo e, através dela, desenvolver programas e projetos esportivos, culturais e sociais que têm como objetivo possibilitar o acesso gratuito de crianças e adolescentes à prática esportiva”, disse o Mestre Jadir Figueira, presidente da Associação, ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

A iniciativa foi fundada em abril de 2000 e, desde então, quase 6 mil alunos foram auxiliados. Ao longo dos anos, foram desenvolvidos projetos de reforço escolar, aulas gratuitas de inglês e até um programa de TV na televisão comunitária.

“Eu queria competir e minha condição para treinar era que eu tivesse um bom rendimento escolar. Eu sempre tive o esporte amarrado à educação. Se não fosse o taekwondo, eu não teria estudado ao ponto de ser doutor”, contou Paulo Eduardo Rocha, professor de engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ex-aluno do programa.

Atualmente, a Associação tem cerca de 150 alunos matriculados e uma lista de espera de 650 crianças e adolescentes. A única condição para a participação no projeto é a frequência escolar.

“Meus filhos ficaram mais focados, houve uma melhora na escola, na atenção. Eles treinam em casa às vezes, as brincadeiras são em relação ao taekwondo”, contou Janaína Nascimento, mãe de Rafael e de Raphaella, que estão treinando há cerca de um ano.

O rendimento dos alunos é acompanhado por um aplicativo que permite monitorar o desenvolvimento educacional e esportivo. Aqueles com os melhores desempenhos acadêmicos e esportivos são premiados. Ao longo dos anos, mais de 10 bolsas de estudo em instituições privadas de ensino já foram distribuídas.

A iniciativa também tem o compromisso de trabalhar conforme a Agenda 2030 da ONU. Atividades de conscientização e de disseminação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável vêm sendo desenvolvidos com as crianças e adolescentes.

Hoje, o programa tem 2 núcleos nas zonas norte e oeste do Rio de Janeiro: em Madureira e na comunidade do Mato Alto, em Jacarepaguá. Há ainda um núcleo em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um quarto espaço, no Campinho, tem previsão de abertura para abril.

A ONU marcou nesta sexta-feira (6) o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz.

Para outras informações, acesse ajtkd.org.


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