Projeto apoiado pelo FIDA realiza oficinas com juventudes do semiárido do Ceará

No intuito de promover debates acerca de agroecologia, convivência com o semiárido, educação contextualizada, raça e etnia, diversidade sexual, reforma agrária e sucessão rural, a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará deu início no sábado (15) à Caravana Estadual Juventudes do Semiárido.

Cerca de 300 jovens participaram no Hotel Recanto Wirapuru, em Fortaleza (CE), do encontro idealizado pelo Projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa teve quatro edições realizadas em territórios assistidos pelo projeto em 31 municípios cearenses desde o último ano.

Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará deu início no sábado (15) à Caravana Estadual Juventudes do Semiárido. Foto: SDA

Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará deu início no sábado (15) à Caravana Estadual Juventudes do Semiárido. Foto: SDA

No intuito de promover debates acerca de agroecologia, convivência com o semiárido, educação contextualizada, raça e etnia, diversidade sexual, reforma agrária e sucessão rural, a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará deu início no sábado (15) à Caravana Estadual Juventudes do Semiárido.

Cerca de 300 jovens participaram no Hotel Recanto Wirapuru, em Fortaleza (CE), do encontro idealizado pelo Projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa teve quatro edições realizadas em territórios assistidos pelo projeto em 31 municípios cearenses desde o último ano.

As lágrimas nos olhos de Laís Vertano resumem o sentimento da jovem do Cariri em poder compartilhar suas experiências na capital do estado. “É a nossa história, é a nossa vida, nós somos resistentes. Sou muito feliz em dizer que sou uma jovem do Semiárido e jamais sairia de onde vivo para viver outra história”, disse a jovem que, em fevereiro, participou de uma das edições do festival.

Ela esteve na abertura do evento ao lado do secretário do Desenvolvimento Agrário, De Assis Diniz, do deputado federal, José Nobre Guimarães, da vereadora do Rio Grande do Norte, Maria Divaneide Basílio, da coordenadora do Projeto Paulo Freire, Íris Tavares, da diretora financeira do Instituto Agropolos do Ceará, Delany Pinheiro.

Outros participantes incluíram a representante das entidades de assessoria técnica do Projeto Paulo Freire, Amanda Lima (Instituto Antônio Conselheiro), e integrantes da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (FETRAECE), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), do Levante Popular da Juventude e do Coordenador de Políticas para a juventude do Ceará, Max Xavier.

Na saudação de abertura, De Assis Diniz convidou os participantes a recordarem “que nossos pais e avós não tiveram oportunidade de encontros como este”. O secretário destacou que o fim de semana seria de celebração e de reafirmação das juventudes rurais. “Somos diferentes, porém somos iguais. Padronizaram modelos de vida e nos impuseram como o único caminho de felicidade. Hoje estamos dizendo que nosso caminho é outro e nossa referência é esperançar”, encorajou Diniz.

Esperança e decisão pelo campo

São muitas as motivações que reúnem os jovens em Fortaleza. Para Jéssica da Silva, agricultora e filha de agricultores, de 28 anos, moradora da zona rural de Russas, a caravana traz esperança de permanecer perto da família. “A gente vê os jovens saindo do campo, o que é muito triste. Não quero deixar a minha família. Por isso, estar aqui hoje significa lutar para garantir o futuro no meio rural”.

Com apenas 17 anos, Giselle Martins veio de Santana do Cariri decidida a estudar Agronomia. “Não quero deixar de viver no meio rural. Quero contribuir com a agricultura. E é aqui que estamos vendo de que forma podemos fazer com que essa atividade seja mais valorizada”, declarou.

Já Cícero da Silva, de 23 anos, é de Campos Sales. Ele defendeu que o governo do Ceará siga ouvindo os jovens agricultores. “Temos fé e esperança de que o governador Camilo Santana irá ouvir nossas demandas. Estamos vendo que ele faz muito pela agricultura, mas precisamos de garantias para sentir segurança em continuar vivendo no meio rural”.