Projeto apoiado pela OIT leva poesia a jovens cumprindo medidas socioeducativas

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Com o objetivo de propor novas estruturas de trabalho socioeducativo, o projeto “Versos de Liberdade” tem levado poesia a unidades de internação de adolescentes na Bahia.

Assista aqui ao vídeo da iniciativa, que é fruto de parceria entre Organização Internacional do Trabalho (OIT), Casa Poema Produção e Educação Cultural, Fundação José Silveira e Fundação da Criança e do Adolescente.

Projeto tem como um de seus objetivos resgatar a autoestima dos adolescentes cumprindo medida socioeducativa. Foto: Casa Poema

Projeto tem como um de seus objetivos resgatar a autoestima dos adolescentes cumprindo medida socioeducativa. Foto: Casa Poema

A representação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil apoia o projeto “Versos de Liberdade”, da organização Casa Poema, que promove oficinas de poesia para jovens cumprindo medidas socioeducativas em unidades de internação na Bahia.

A proposta é fortalecer o protagonismo dos jovens e auxiliá-los com novas possibilidades de viver e se relacionar através da palavra e do afeto, reduzindo o índice de situações de violência dentro e fora do ambiente escolar, segundo a Casa Poema.

A organização promove oficinas de poesia falada, tratando especificamente de temas relacionados à discriminação racial e ao preconceito, onde os beneficiários diretos do projeto têm a oportunidade de aprimorar o exercício do diálogo.

“Com esse recurso é possível aumentar a autoestima, a capacidade de expressar suas ideias e sentimentos, a utilização da palavra para resolução de conflitos e despertar o interesse pela educação formal ao ampliar os horizontes de compreensão e aprendizagem”, diz a Casa Poema em seu site.

Segundo a oficial de programação da OIT, Thais Faria, o objetivo é fortalecer a comunicação de jovens para aumentar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho. As oficinas estão ligadas a projetos de formação profissional e torna mais eficaz a aprendizagem e retorno à escola.

O Brasil tem atualmente 23.066 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas de privação ou restrição de liberdade, de acordo com dados de 2015 do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). A maioria pertence a famílias de baixa renda, é negra ou parda e estava fora da escola quando cometeu o ato infracional.

O projeto também é apoiado por Fundação José Silveira e Fundação da Criança e do Adolescente, e já realizou sete oficinas em unidades de internação da Bahia desde 2013.

Veja abaixo vídeo sobre a iniciativa, que é parte das ações da ONU no contexto da Década Internacional de Afrodescendentes. A produção teve apoio Ministério Público do Estado da Bahia e do Ministério Público do Trabalho.


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