Progressos no Iraque não garantirão meta de redução da mortalidade materna, diz ONU

Mortalidade materna no país caiu 29% entre 1990 e 2010, mas avanços ainda não são suficientes para a diminuição de 75% em 2015.

Foto: OMS/SEARO/Anuradha Sarup

Foto: OMS/SEARO/Anuradha Sarup

Apesar do progresso sustentado na redução de mortes maternas no Iraque, esforços concentrados ainda são necessários para impulsionar o país para mais perto do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) sobre a saúde materna, disse na segunda-feira (18) a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um comunicado de imprensa.

O Escritório da OMS no Iraque informou que, entre 1990 e 2010, a taxa de mortalidade materna no país caiu 29%, enquanto a proporção de partos auxiliados por técnicos de saúde habilitados subiu consideravelmente de 50% em 1990 para 88,5% em 2011.

Syed Jaffar Hussain, Representante da OMS no Iraque, reconheceu que as duas últimas décadas testemunharam “progresso lento mas sustentado” para a saúde das mães iraquianas. No entanto, o seu escritório alertou que este progresso “ainda não é suficiente para o Iraque atingir a meta planejada dos ODM de reduzir a taxa de mortalidade materna em 75% em 2015”.

“Esforços concentrados e inovação ainda são necessários para prevenir as mortes maternas, a fim de salvar um número maior de mães, acelerar o ritmo de redução da mortalidade materna e levar o país mais perto da meta dos ODM”, afirmou a OMS.

De acordo com um estudo de 2009 do Ministério da Saúde do Iraque citado pela OMS, a principal causa direta da morte relacionada à gravidez no país foi a hemorragia. Além disso, uma a cada quatro mulheres enfrenta “sérias complicações durante a gravidez e no nascimento da criança”.