Programa Mundial de Alimentos pede 450 milhões de dólares para enfrentar crise no Sahel

Secas e migração de refugiados tornam situação de fome mais sensível. Para Diretora do PMA, Ertharin Cousin, “é uma crise que a comunidade internacional não deve e nem pode ignorar”.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) estima em 450 milhões de dólares os recursos necessários para ajudar as cerca de 15 milhões de pessoas que enfrentam a fome na atual crise de insegurança alimentar na região do Sahel, África.

“Temos cerca de três a quatro semanas para que a comunidade internacional invista no PMA e em outras organizações parceiras da ONU no Sahel”, afirmou no domingo (06/05) a Diretora Executiva do PMA, Ertharin Cousin.

Ela esteve no Níger, um dos países que compõem a região do Sahel, acompanhada do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, e afirmou que as recentes secas e a migração de milhares refugiados do Mali para o país tornaram a situação da fome ainda mais sensível.

“Nesse caso, a crise é diferente de todas a outras que ocorreram no passado. É ainda mais complicada porque envolve a situação de conflitos no Mali, assim como a alta nos preços dos alimentos”, relata a Diretora Executiva.

O PMA já lançou uma operação emergencial para apoiar 3,3 milhões de pessoas, principalmente crianças menores de dois anos. “Esta é uma crise que a comunidade internacional não deve e nem pode ignorar”, avalia.