Programa de alimentação escolar, baseado em experiência brasileira, é implementado em Bangladesh

Iniciativa foi criada após visita de estudo de delegação de Bangladesh ao Brasil, organizada pelo Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Embaixadora brasileira, Wanja Campos da Nóbrega, visita programa de alimentação escolar em Bangladesh. Foto: WCN em Islampur Upazila.

Inspirado no programa brasileiro “Merenda Escolar”, algumas escolas públicas em Bangladesh começaram a distribuir refeições quentes para seus alunos. Trata-se do programa de alimentação escolar que foi criado como resultado da visita de estudo de uma delegação de Bangladesh ao Brasil, em setembro de 2012, organizado pelo Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA). A ideia era explorar a possibilidade de fornecer merenda escolar como alternativa ao modelo que estava sendo implantado no país.

O plano de refeições no país asiático foi projetado para garantir que as crianças tivessem uma dieta adequada com proteínas e micronutrientes para aliviar a fome a curto prazo, aumentar os níveis nutricionais, melhorar a saúde e, por sua vez, melhorar os níveis de energia e a capacidade das crianças de aprender. Lá, a refeição diária, é baseada em uma receita tradicional em Bangladesh, a khichuri, que tem como principais ingredientes arroz fortificado e legumes, e pode ser facilmente adaptada com a inclusão de diversos ingredientes locais e nutritivos de acordo com a disponibilidade.

Para conhecer esta iniciativa do Centro de Excelência, que tem apoio do Governo brasileiro, a  embaixadora do Brasil em Bangladesh, Wanja Campos da Nóbrega, visitou uma escola primária em Islampur e conferiu de perto o desenvolvimento do programa. Quatro vezes por semana, os alunos recebem uma refeição quente e cozida de khichuri, e às quintas-feiras – quando o dia na escola é mais curto – recebem um lanche nutritivo de biscoitos fortificados com micronutrientes e frutas.

De acordo com o PMA, o programa já demonstrou um impacto positivo. Na escola visitada pela embaixadora os números de matrícula aumentaram de 310 a 332 e a frequência escolar subiu de 70% para 95% desde outubro de 2013.