Programa da ONU promove retorno de 25 mil refugiados para a República Democrática do Congo

Existem atualmente mais de 100.000 congoleses na vizinha República do Congo, afirmou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Grupo de congoleses refugiados vai em direção ao centro de trânsito de Dongo (ONU/S. Kpandji)

Mais de 25 mil refugiados congoleses regressaram a suas casas no norte da República Democrática do Congo (RDC), por meio de um programa de repatriação voluntária do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A informação foi dada por Adrian Edwards, porta-voz do Escritório do ACNUR, em uma coletiva de imprensa em Genebra. “A marca de 25.000 foi alcançada na sexta-feira (28). O total atual dos que foram ajudados a voltar pelo ACNUR é 25.696”, disse.

O ACNUR espera repatriar outros 24.000 refugiados, principalmente da província de Equateur, até o final deste ano, e no próximo ano ainda mais 32.000.

“Até agora, e com um orçamento limitado, o ACNUR e seus parceiros distribuíram 700 kits de abrigo para os retornados espontâneos e também construiu 350 abrigos e 12 poços para as famílias mais vulneráveis, bem como escolas primárias”, Edwards observou, acrescentando que a agência de refugiados também iniciou campanhas de sensibilização para garantir a coexistência pacífica entre as diversas comunidades.

O porta-voz disse que “existem atualmente mais de 100.000 congoleses na vizinha República do Congo, que vivem em áreas isoladas ao longo do rio desde que fugiram de conflitos étnicos na RDC em 2009”.

“Desde julho, o ACNUR retomou o ritmo de trabalho, proporcionando a cada família um pacote de ajuda na sua chegada e iniciando as atividades de reintegração para garantir um retorno sustentável, especialmente nos territórios Libenge e Kungu”, acrescentou.