Programa da ONU reforma 123 moradias em cidade do Iraque destruída por confrontos

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Para melhorar as condições de habitação dos moradores de Ramadi, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) reformou residências que haviam sido danificadas por confrontos entre o governo iraquiano e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). Em 2017, a agência da ONU deve reconstruir outras 104 acomodações e cerca de 200 casas na municipalidade.

Escola em Ramadi, no Iraque. Foto: UNICEF / Wathiq Khuzaie

Escola em Ramadi, no Iraque. Foto: UNICEF / Wathiq Khuzaie

Na província de Anbar, no Iraque, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) reformou 123 unidades residenciais que foram danificadas por conflitos no país. As moradias estão localizadas em zonas anteriormente sob controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), que ocupou a região até dezembro de 2015, quando investidas do governo para reconquistar o território tiveram início.

Os confrontos devastaram o bairro de Tameem, em Ramadi, uma das cidades de Anbar que já havia sofrido danos causados pelas ações dos extremistas no local. A pedido do governo da província, o ONU-HABITAT deu início ao projeto “Promovendo a Recuperação Urbana em Áreas Recém-Liberadas no Iraque”, cuja primeira fase já foi concluída em Tameem. A iniciativa conta com o apoio financeiro do Japão.

Na próxima etapa, a agência da ONU deve reconstruir 104 acomodações e 200 casas no início de 2017. O segundo momento do projeto está atualmente em fase de análise técnica.

O chefe da agência da ONU no Iraque, Erfan Ali, explicou na terça-feira (27) que a intervenção das Nações Unidas foi baseada nas necessidades e vontades da comunidade, que se organizou em comitês responsáveis por coordenar e articular as avaliações técnicas dos prédios que seriam reformados. Mais de 90 pessoas do bairro participaram do processo.

O governador de Anbar, Sohaib Al-Rawi, afirmou que a recuperação das zonas urbanas é “fundamental para permitir o retorno de cidadãos deslocados a Ramadi e outras cidades”.


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