Programa da ONU apoia nova coalizão da sociedade civil pelo fim da AIDS nas Américas

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Em Quito, no Equador, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) participou do lançamento de uma rede da sociedade civil para as Américas e o Caribe. Coalizão vai apoiar ONGs e associações comunitárias que trabalham pelo fim da AIDS como ameaça de saúde pública.

Da esquerda para a direita, Hakima Himmich, presidente da Coalition Plus, Michel Sidibé, chefe do UNAIDS, e Veronica Espinosa, ministra da Saúde do Equador. Foto: UNAIDS

Da esquerda para a direita, Hakima Himmich, presidente da Coalition Plus, Michel Sidibé, chefe do UNAIDS, e Veronica Espinosa, ministra da Saúde do Equador. Foto: UNAIDS

Em Quito, no Equador, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) participou do lançamento de uma rede da sociedade civil para as Américas e o Caribe. Coalizão vai apoiar ONGs e associações comunitárias que trabalham pelo fim da AIDS como ameaça de saúde pública. O projeto foi concebido pela Coalition PLUS, uma aliança internacional de mais de cem organizações não-governamentais.

“Embora tenhamos serviços de HIV disponíveis, as pessoas não têm acesso porque são criminalizadas e estigmatizadas. O movimento comunitário está nos ajudando a acabar com a conspiração do silêncio sob a discriminação”, afirmou o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, durante o evento de apresentação da iniciativa.

“Precisamos da sociedade civil para aumentar os esforços para alcançar as políticas progressistas que abrirão o caminho para acabar com a AIDS”, completou o especialista.

Hakima Himmich, presidente da Coalition PLUS, disse que a rede aumentará o acesso das organizações a novos recursos e abordagens relevantes para seus contextos locais. “Temos enormes desafios em torno do estigma e da discriminação contra populações inteiras. A fim de alcançar o controle da epidemia, devemos também abordar os direitos humanos,” disse a dirigente.

Dados do UNAIDS mostram que em 2017, as populações-chave e seus parceiros sexuais representavam 75% das novas infecções por HIV na América Latina e quase 70% das novas infecções no Caribe. Homens gays, outros homens que fazem sexo com homens e mulheres transexuais são afetados de forma desproporcional pela epidemia. Em alguns países, as taxas de prevalência do vírus ultrapassam os 15% entre essas comunidades.

A coalizão da sociedade civil na região será coordenada pela Corporação Kimirina, uma organização equatoriana focada na prevenção combinada e no ativismo em prol das pessoas. Amira Herdoiza, diretora da instituição, explicou que a plataforma terá forte ênfase na pesquisa coordenada, na construção de habilidades e na defesa de direitos, principalmente dos jovens e das populações-chave.

“Precisamos de mais pesquisas multinacionais para mostrar as nuances de nossas epidemias”, avaliou Herdoiza.

“Por meio dessa rede, as capacidades de nossas organizações para compartilhar e analisar dados serão fortalecidas. Também nos concentraremos em compartilhar experiências e planejar programas conjuntos.”

Outros três membros integram o grupo de ONGs para as Américas e o Caribe — a Coalizão das Organizações Comunitárias do Quebec contra a AIDS, no Canadá; a AIDES, no Caribe francês; e o Instituto para o Desenvolvimento Humano, da Bolívia. Outras organizações regionais estão convidadas a fazer parte do projeto.

A Coalition PLUS já ajudou a criar mecanismos de cooperação regional na África Ocidental, na África Central, no Oriente Médio e no Norte da África, no Oceano Índico e na Europa.


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