Profissionais do futuro devem aprender empatia e julgamento crítico, defende Banco Mundial

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Em relatório recente sobre a relação entre tecnologia e produção, o Banco Mundial ressalta que as crianças do atual ensino fundamental vão trabalhar em setores ou ocupações que ainda não existem. Para superar a lacuna entre o aprendizado do presente e as necessidades da nova economia, o organismo financeiro chama governos a investir nas habilidades interpessoais dos profissionais do futuro.

Habilidades interpessoais serão necessárias num mundo em que as mudanças tecnológicas redefinem a natureza do trabalho constantemente, avalia o Banco Mundial. Foto: PEXELS

Habilidades interpessoais serão necessárias num mundo em que as mudanças tecnológicas redefinem a natureza do trabalho constantemente, avalia o Banco Mundial. Foto: PEXELS

Em relatório recente sobre a relação entre tecnologia e produção, o Banco Mundial ressalta que as crianças do atual ensino fundamental vão trabalhar em setores ou ocupações que ainda não existem. Para superar a lacuna entre o aprendizado do presente e as necessidades da nova economia, o organismo financeiro chama governos a investir nas habilidades interpessoais dos profissionais do futuro.

“O principal desafio consiste em dotá-los (os jovens) de competências que eles precisarão usar independentemente da natureza do trabalho de amanhã, (isso inclui) sobretudo a aptidão a resolver problemas e a exercer um julgamento crítico, bem como as competências interpessoais, como a empatia e o espírito de colaboração”, afirmou o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.

A pesquisa Relatório Mundial de Desenvolvimento 2019 — A natureza mutável do trabalho reconhece que a automatização do setor produtivo gera medo quanto à disponibilidade de trabalho para todos. Mas na avaliação do Banco Mundial, os temores são injustificados, pois a tecnologia pode abrir novos postos, melhorar a produtividade e otimizar os serviços públicos.

Até o final do século, a instituição estima que serão criados 23 milhões de novas vagas, apenas na Europa.

Os mercados, avalia o Banco Mundial, precisarão cada vez mais de profissionais capazes de trabalhar em equipe, de comunicar e resolver impasses.

Proteção social num mundo flexível

Apesar do otimismo, a análise do organismo financeiro também vê um cenário de flexibilização do trabalho, intimamente associada a penetração crescente da tecnologia no mundo produtivo. Empregos convencionas vão cedendo lugar à prestação de serviços e aos “freelas”. O cenário traz preocupação com a instabilidade da renda e a ausência de proteção social.

Nos países em desenvolvimento, o Banco Mundial lembra que quatro em cada cinco pessoas nunca se beneficiaram de algum tipo de proteção social. De acordo com a instituição internacional, 2 bilhões de pessoas trabalham na informalidade, privadas da proteção oferecida por um emprego remunerado estável, pela seguridade social ou pelas vantagens da educação.

Os novos modos de produzir deverão agravar esses problemas que existiam bem antes da atual revolução tecnológica, aponta o organismo financeiro. Para se adaptar a essas transformações, o Banco Mundial recomenda fortalecer a proteção social, com novos mecanismos e políticas, que independam da situação profissional das pessoas.

Segundo o relatório, é necessária uma assistência mínima para cada cidadão. O levantamento reconhece que a inclusão universal em sistemas de proteção social é custosa, mas isso pode ser alcançado por meio de reformas na política fiscal e de regulamentações do mercado de trabalho.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.


Mais notícias de:

Comente

comentários