Profissionais de serviços veterinários reúnem-se no Rio para oficina sobre febre aftosa

Profissionais de serviços veterinários oficiais de Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai e outros especialistas reuniram-se no início de dezembro (de 4 a 8) na sede do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) no Rio de Janeiro para a 2ª Oficina de Caracterização de Risco para a Febre Aftosa.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta especialmente bovinos e suínos. Foto: EBC

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta especialmente bovinos e suínos. Foto: EBC

Profissionais de serviços veterinários oficiais de Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai e outros especialistas reuniram-se no início de dezembro (de 4 a 8) na sede do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) no Rio de Janeiro para a 2ª Oficina de Caracterização de Risco para a Febre Aftosa.

A oficina ocorre no marco do projeto de cooperação técnica do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do programa de apoio à capacitação do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP). A atividade também teve a participação do coordenador técnico do Projeto BID/CVP e de quatro profissionais do PANAFTOSA.

Os trabalhos foram iniciados com a 1ª Oficina de Caracterização do Risco para Febre Aftosa, realizada em agosto de 2017, quando foram revisadas as bases teóricas e se estabeleceu um desenho para um estudo transversal e representativo que permitisse estimar a prevalência de anticorpos pós-vacinais para a febre aftose em gado de fazendas.

Com base no desenho preparado nessa oficina, foram selecionadas fazendas na área integrada do Departamento de Santa Cruz, na Bolívia, que foi eleita como área-piloto, para desenvolver o modelo de caracterização de risco. As amostras foram obtidas em setembro por equipes de campo do Serviço Nacional de Saúde Agropecuária e Inocuidade Alimentar boliviano, acompanhadas de técnicos dos países participantes no projeto e do PANAFTOSA.

O objetivo da segunda oficina foi fazer os participantes trabalharem com os dados obtidos nos testes de laboratório e na fazenda, com o objetivo de realizar a caracterização do risco para a febre aftosa e aplicar seus resultados no desenho de uma vigilância baseada nesse risco, temática que será abordada no Segundo Programa Operativo (POS) do projeto.

O Projeto BID-CVP está alinhado com as estratégias estabelecidas no Guia Técnico de Trabalho aprovado na 5ª Reunião Extraordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (COSALFA), de 2016, que contempla os alinhamentos técnico-epidemiológicos e metodológicos para enfrentar os principais desafios nacionais e sub-regionais.

Também está inserido na última fase do Plano de Ação 2011-2020 do Programa Hemisférico para a Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que tem como objetivo melhorar as capacidades dos profissionais dos serviços veterinários oficiais para avançar no controle de doenças que afetam a saúde pública, a saúde e o bem-estar animal e colocam em risco a segurança alimentar na sub-região.