Procuradora do Tribunal Penal Internacional pede suspensão imediata de onda de violência na Líbia

A situação no país desde que os conflitos na Líbia iniciaram em 2011 é uma das sete que o Tribunal Penal Internacional investiga atualmente.

Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. Foto: ICC-CPI/Max Koot

Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. Foto: ICC-CPI/Max Koot

“Relatórios recentes de supostos ataques contra a população e bens civis em Trípoli e Bengazi são motivo de grande preocupação. Tais atos deploráveis ​​de violência devem cessar imediatamente”, disse a procuradora-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, nesta sexta-feira (25) em um comunicado à imprensa sobre a escalada da violência na Líbia. Ela também alertou a todas as partes envolvidas no conflito que se abstenham de cometer atos criminosos que cheguem a jurisdição do TPI.

A situação na Líbia desde 2011 é uma das sete que atualmente está sendo investigada pelo TPI. A recente ondea de violência no país está sendo considerada uma das piores desde o levante que derrubou o ex-líder Muamar Kadafi e fez a nação do norte da África embarcar em sua transição democrática.

“Não vamos hesitar em investigar e processar aqueles que cometem crimes sob a jurisdição do Tribunal na Líbia, independentemente do seu estatuto oficial ou afiliação”, disse Bensouda, instando a todas as partes no conflito para serem vigilantes e tomarem todas as medidas necessárias para impedir a prática de tais crimes.

A República Democrática do Congo, o Norte da Uganda, a região de Darfur no Sudão, a República Centro-Africana, o Quênia e a Costa do Marfim também são alvos de investigação do TPI.