Processo de paz no Sudão do Sul é ameaçado por novo aumento de violência, diz ONU

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O aumento da violência em partes do Sudão do Sul está deixando milhares de civis em risco e ameaçando o frágil processo de pacificação no país mais jovem do mundo, alertou a missão de paz das Nações Unidas no local.

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) oferece proteção aos civis que fogem da violência em Wau. Foto: UNMISS/ONU

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) oferece proteção aos civis que fogem da violência em Wau. Foto: UNMISS/ONU

O aumento da violência em partes do Sudão do Sul está deixando milhares de civis em risco e ameaçando o frágil processo de pacificação no país mais jovem do mundo, alertou a missão de paz das Nações Unidas no local.

“Civis inocentes estão presos em meio ao fogo cruzado, incluindo muitas mulheres, crianças e idosos”, disse David Shearer, representante especial do secretário-geral da ONU no Sudão do Sul e chefe da missão das Nações Unidas no país (UNMISS).

“Nossas equipes no local estão reportando incidentes de homicídio, violência sexual, casas sendo incendiadas, roubo de gado e saque a hospitais e escolas.”

Foram informados conflitos intensos em Nhialdiu, Mayendit, Rupchai, Thaker e Mirinyal, na proximidade de Leer e Bentiu (na região da Unity), e também nos arredores de Motot e Akobo, em Jonglei.

Em Leer, no norte do país, confrontos armados têm ocorrido próximos a uma base operacional da UNMISS. Pacificadores estão em alerta máximo para proteger em torno de 600 habitantes deslocados que buscaram refúgio nos arredores, disse a missão das Nações Unidas.

As hostilidades forçaram a realocação de 30 trabalhadores humanitários, o que resultou na suspensão de serviços de auxílio.

“Essa onda de violência […] é incompatível com o acordo de suspensão de hostilidades que foi assinado há poucos meses”, explicou Shearer.

“Pedimos que os envolvidos no conflito baixem armas, ponham os interesses do povo como prioridade e trabalhem juntos para construir paz duradoura.”

Além disso, com a iminência das negociações de paz no Fórum da Revitalização de Alto Nível, o chefe da UNMISS reforçou a necessidade para que todas as partes cessem o confronto e “se unam em boa fé”.

“Líderes políticos devem demonstrar que estão dispostos a se comprometer e resolver esse conflito que vem causando terríveis danos aos habitantes.”


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