Prisão de último acusado de crimes contra humanidade na ex-Iugoslávia é divisor de águas

Goran Hadžić foi indiciado em 2004 por perseguição, assassinato, extermínio, tortura, deportação ou transferências forçadas de milhares de não sérvios e destruição de bens.

Goran Hadžić (foto) foi indiciado em 2004 por perseguição, assassinato, extermínio, tortura, deportação ou transferências forçadas de milhares de não sérvios e destruição de bens.A Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que a prisão de Goran Hadžić, realizada pelas autoridades sérvias, “é um divisor de águas no importante trabalho do TPII (Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia), 18 anos depois de formado para fazer justiça e reparação às vítimas do conflito na ex-Iugoslávia.” Ele era o último foragido do Tribunal.

Hadžić, um dos líderes políticos da então chamada República Sérvia da Krajina na Croácia no começo da década de 1990, foi indiciado em 2004 por crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo perseguição, assassinato, extermínio, tortura, deportação ou transferências forçadas de dezenas de milhares de não sérvios e destruição de bens.

“Uma forte mensagem foi enviada hoje para aqueles que cometem violações dos direitos humanos. Eles serão responsabilizados, se não por processos judiciais domésticos, por mecanismos da justiça internacional”, declarou Pillay.

A Alta Comissária espera que este feito fortaleça os processos e as iniciativas da justiça penal internacional em todo o mundo. Processos relacionados a crimes de guerra domésticos e esforços de reconciliação e diálogo devem receber um forte impulso a partir das recentes prisões e de julgamentos históricos feitos pelo TPII e pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda.