Primeiro-ministro japonês promete defender livre comércio

Diante da Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse na terça-feira (25) que o gigante asiático defenderá o livre comércio e um sistema mundial de trocas baseado na abertura, mas fundamentado em regras justas. Chefe do Governo japonês apresentou números que mostram os benefícios mútuos do comércio para o país e os Estados Unidos.

Primeiro-ministro Shinzo Abe, do Japão, durante o debate geral da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Primeiro-ministro Shinzo Abe, do Japão, durante o debate geral da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Diante da Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse na terça-feira (25) que o gigante asiático defenderá o livre comércio e um sistema mundial de trocas baseado na abertura, mas fundamentado em regras justas. Chefe do Governo japonês apresentou números que mostram, como exemplo, os benefícios mútuos do comércio para o país e os Estados Unidos.

“Por muitos anos, tanto o Japão quanto os Estados Unidos levaram o sistema de livre comércio adiante, internacionalmente. Como prova disso, o investimento direto do Japão criou empregos nos EUA para cerca de 856 mil pessoas em todo o país, um número que fica atrás apenas do que o Reino Unido conseguiu”, afirmou Abe.

“Atualmente, em contraste com o 1,74 milhão de veículos exportados anualmente do Japão para os Estados Unidos, o número de carros japoneses fabricados dentro dos Estados Unidos é de 3,77 milhões.”

O premiê acrescentou que esses dividendos não são exclusivos da relação bilateral entre as duas nações. “Sob a bandeira do livre comércio, o Japão construiu com todo país e região relações em que cada um de nós podem dar assistência ao outro. Continuaremos a fazer isso.”

Segundo Abe, a defesa de sistemas abertos de trocas comerciais faz parte da história do Japão, pois depois da Segunda Guerra Mundial, o livre comércio alavancou a reconstrução nacional.

“À exceção do carvão que sustentou a industrialização do Japão moderno, nossa nação nunca teve outros recursos (naturais). Mas ao dedicar-se a colher os frutos do comércio, o Japão do pós-Guerra teve sucesso em promover um crescimento que foi chamado de milagre, mesmo não tendo recursos.”

O primeiro-ministro acrescentou que o Japão tem “a missão” e uma “tremenda responsabilidade” em defender o sistema de livre comércio global.

Reforma do Conselho de Segurança

Em seu discurso, Abe também abordou a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU, uma pauta defendida por muitos países da comunidade internacional. O chanceler japonês disse que, em vista da falta de progressos no tema, “a importância das Nações Unidas no mundo do século XXI já está sendo alarmantemente questionada”.

“Junto com o secretário-geral Guterres, vamos impulsionar a reforma do Conselho de Segurança e das Nações Unidas”, prometeu o chefe do Governo japonês.


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