Primeiro Dia Mundial do Braille destaca importância da linguagem escrita para os direitos humanos

Segundo a OMS, pessoas com deficiência visual têm mais chances de vivenciar taxas mais altas de pobreza e desvantagens, que podem levar a uma vida afetada por desigualdades. Foto: ONU/Rick Bajornas

Para aumentar conscientização sobre a importância do Braille para aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas que vivem com alguma forma de deficiência visual, as Nações Unidas lembraram nesta sexta-feira (4) o primeiro Dia Mundial do Braille.

Reconhecido a partir de agora em 4 de janeiro, o Dia foi proclamado pela Assembleia Geral em novembro de 2018 como meio de alcançar plenamente direitos de pessoas com deficiências visuais e elevar a língua escrita como um meio essencial para a promoção de liberdades fundamentais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas com deficiência visual têm mais chances de vivenciar taxas mais altas de pobreza e desvantagens, que podem levar a uma vida afetada por desigualdades.

No mundo todo, 39 milhões de pessoas são cegas e outras 253 milhões possuem algum tipo de deficiência visual. Para elas, o Braille fornece uma representação tátil do alfabeto e de símbolos numéricos para que possam ler os mesmos livros e periódicos das versões padrões de texto.

Seis pontos representam cada letra, número e até símbolos musicais e matemáticos, permitindo a comunicação de informações escritas para garantir competência, independência e igualdade.

A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência cita o Braille como meio de comunicação, classificando-o como essencial na educação, liberdade de expressão e opinião, acesso à informação e inclusão social.

Para promover sociedades mais acessíveis e inclusivas, as Nações Unidas lançaram seu primeiro relatório sobre deficiência e desenvolvimento no ano passado, coincidindo com o Dia Internacional para Pessoas com Deficiência, no qual o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu para a comunidade internacional participar na redução de lacunas na inclusão.

“Vamos reafirmar nosso compromisso de trabalhar juntos para um mundo inclusivo e equitativo, onde os direitos das pessoas com deficiência sejam totalmente alcançados”, disse.