Primeiro comboio fluvial em 5 anos entrega ajuda da ONU a áreas remotas no Sudão do Sul

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Pela primeira vez desde o início da guerra civil no Sudão do Sul, em 2013, um comboio da ONU conseguiu transportar milhares de toneladas de alimentos por um rio, tendo como destino pessoas em sete áreas de difícil acesso, economizando milhões de dólares em voos onerosos.

O comboio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) transportou pouco mais de 750 toneladas de alimentos e suprimentos nutricionais pelo rio Sobat, um importante afluente do Nilo Branco.

Suprimento de emergência é transportado por caminhões para distribuição em Malakal, Sudão do Sul. Foto: PMA/Gabriela Vivacqua

Suprimento de emergência é transportado por caminhões para distribuição em Malakal, Sudão do Sul. Foto: PMA/Gabriela Vivacqua

Pela primeira vez desde o início da guerra civil no Sudão do Sul, em 2013, um comboio da ONU conseguiu transportar milhares de toneladas de alimentos por um rio, tendo como destino pessoas em sete áreas de difícil acesso, economizando milhões de dólares em voos onerosos.

O comboio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) transportou pouco mais de 750 toneladas de alimentos e suprimentos nutricionais pelo rio Sobat, um importante afluente do Nilo Branco.

Isso significou negociar acesso e garantias de segurança para permitir a passagem segura dos navios pela região do Grande Nilo Superior, onde milhares de pessoas do Sudão do Sul foram deslocadas pela guerra, disse o PMA.

A ajuda para salvar vidas nos condados isolados de Ulang, Luapiny e Nyirol foi anteriormente entregue apenas por lançamento aéreo, que custa cerca de seis vezes mais do que o transporte fluvial ou rodoviário.

O primeiro comboio foi carregado em Renk, composto por 11 navios menores que transportavam suprimentos de leguminosas, óleo vegetal e mingau — o suficiente para sustentar 40 mil pessoas por um mês.

De acordo com um novo relatório da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), apoiado por várias agências da ONU, 6,1 milhões de pessoas no Sudão do Sul — aproximadamente metade da população — enfrentam grave escassez de alimentos.

“Milhões de pessoas não sabem de onde virá a próxima refeição”, afirmou Adnan Khan, diretor de país do PMA no Sudão do Sul. “Eles precisam urgentemente de assistência humanitária. Sem isso, enfrentam sérios desafios. A abertura de rotas de entrega mais viáveis ​​nos ajuda a alcançar mais pessoas e alcançá-las com mais eficiência”.

Em resposta a estas crescentes necessidades humanitárias, o PMA oferece agora alimentos de emergência a 5 milhões de pessoas que utilizam as rotas rodoviárias, aéreas e fluviais.


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