Primeiro avião com ajuda humanitária do UNICEF chega ao Sudão do Sul

Carregamento inclui tratamento para a malária, pneumonia, diarreia e desnutrição, antibióticos e analgésicos infantis, assim como nutrientes, vitaminas, kits de obstetrícia e cirurgia obstétrica, equipamentos para ajudar a fornecer água potável e saneamento, tendas, lonas e cobertores.

Avião fretado pelo UNICEF chega à capital do Sudão do Sul. Foto: UNMISS/Tina Turyagenda

O primeiro de dois aviões fretados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com suprimentos para mulheres e crianças chegou nesta terça-feira (21) à capital do Sudão do Sul, Juba. O próximo avião deve chegar nesta quinta-feira (23), com mais suprimentos médicos e equipamentos de água e saneamento.

O carregamento inclui tratamento para a malária, pneumonia, diarreia e desnutrição, assim como nutrientes, vitaminas, antibióticos e analgésicos para crianças, kits de obstetrícia e cirurgia obstétrica, equipamentos para ajudar a fornecer água potável e saneamento, tendas, lonas e cobertores.

Crianças estão morrendo de desnutrição e doenças que podem ser prevenidas em tempos de paz, como sarampo e malaria”, afirmou o vice-diretor do Programa de Emergências do UNICEF, Dermot Carty, que estará no país pelo próximo mês para apoiar o trabalho da agência em ajudar comunidades afetadas pela atual crise.

“Nosso pedido mais urgente no momento é para todas as partes envolvidas no conflito permitam que estes suprimentos humanitários sejam transportados e distribuídos em segurança às crianças, que não têm nada a ver com o conflito. Cada dia que perdemos, fracassamos com as crianças do Sudão do Sul”, disse Carty.

Até agora o UNICEF já alcançou 200 mil crianças com alguma forma de ajuda. No entanto, em áreas onde os conflitos permanecem intensos, a ajuda humanitária é esporádica e o acesso, limitado.

Os confrontos no Sudão do Sul foram retomados em 15 de dezembro, quando o presidente, Salva Kiir, afirmou que soldados leais ao ex-vice-presidente Riek Machar, destituído do cargo em julho, tentaram aplicar um golpe de Estado. Desde então, a violência tem se caracterizado cada vez mais como perseguição étnica, já que Kiir é do grupo Dinka e Machar, do Lou Nuer.

O conflito já deslocou cerca de 494 mil pessoas, das quais aproximadamente 67,4 mil estão abrigadas em bases da ONU. Mais de 86 mil sul-sudaneses fugiram para países vizinhos.