Primeira-ministra de Bangladesh se diz ‘desapontada’ com falta de progresso na crise dos rohingya

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O mundo não pode ignorar ou permanecer em silêncio sobre a situação do povo rohingya – minoria islâmica expulsa de Mianmar que encontrou refúgio em Bangladesh –, declarou a primeira-ministra Sheikh Hasina à Assembleia Geral das Nações Unidas. A chefe de Estado pediu aos líderes mundiais uma solução rápida e pacífica para a grave crise migratória.

Primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto: ONU/Cia Pak

Primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto: ONU/Cia Pak

O mundo não pode ignorar ou permanecer em silêncio sobre a situação do povo rohingya – minoria islâmica expulsa de Mianmar que encontrou refúgio em Bangladesh – declarou a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, à Assembleia Geral das Nações Unidas. A chefe de Estado pediu aos líderes mundiais uma solução rápida e pacífica para a grave crise migratória.

“Mianmar é um dos nossos vizinhos. Desde o início, temos tentado encontrar uma solução pacífica para a crise dos rohingya por meio de conversas bilaterais”, afirmou a primeira-ministra, observando que seu país firmou três acordos de repatriação de refugiados com o Mianmar.

No entanto, apesar do compromisso verbal de Mianmar em receber de volta os membros rohingya, o país ainda não os aceitou.

A primeira-ministra reiterou sua proposta de cinco pontos à Assembleia Geral no ano anterior, um plano que delineia uma solução pacífica e durável para o sofrimento dos rohingya deslocados de suas casas.

“Estamos desapontados que, mesmo com nossos sinceros esforços, não fomos capazes de começar o processo de repatriação dos rohingya de uma maneira permanente e sustentável.”

A chefe de Estado destacou que o governo de Bangladesh está acolhendo cerca de 1,1 milhão de integrantes da minoria rohingya, com o apoio de organizações humanitárias, incluindo agências da ONU, garantindo acesso a comida, segurança, cuidado médico e roupas.

Também há trabalho em andamento para fornecer melhores condições de habitação, bem como educação e outros serviços.

“Eu peço que organizações internacionais se unam nessa iniciativa. Eu também busco a assistência [de outras nações] para ajudar a realocar os rohingya em abrigos”, completou.

Em seu discurso, a primeira-ministra de Bangladesh também comentou sobre o comprometimento de seu país com os esforços de paz da ONU em diferentes partes do mundo.

Sheikh Hasina destacou o progresso socioeconômico de Bangladesh, com passos para fortalecer a igualdade de gênero e o empoderamento feminino, os esforços para implementar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o trabalho de mitigar os impactos das mudanças climáticas.


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