Primeira educadora brasileira com síndrome de Down é homenageada no Rio de Janeiro

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Seguindo o Objetivo número dez da Agenda 2030 da ONU – que trata da redução das desigualdades em todo o mundo –, uma cerimônia no Rio de Janeiro destacou a importância da inclusão social. Débora Seabra, primeira educadora do Brasil com síndrome de Down, foi homenageada com a Medalha Tiradentes.

Confira o vídeo exclusivo produzido pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O objetivo 10 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável trata da redução das desigualdades e da inclusão social, política e econômica de todos os cidadãos.

No último dia 21 de maio, Débora Seabra, primeira professora do Brasil com síndrome de Down, foi homenageada no Rio de Janeiro com a Medalha Tiradentes, honraria máxima da Assembleia Legislativa estadual.

“É pelas nossas conquistas. Não é só para mim, é para todas as pessoas com síndrome de Down – e para as outras também. O meu recado é que devemos ser incluídos. Não ao preconceito e à discriminação”, disse Débora, em entrevista exclusiva para o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Natural do Rio Grande do Norte, Débora trabalha na área da educação há 13 anos e atualmente é professora auxiliar em uma escola de Natal. Em 2013, ela lançou o livro “Débora conta histórias” – pela editora Alfaguara –, onde trata de temas como o preconceito, a tolerância e o respeito.

Em 2015, a professora foi homenageada pela Câmara dos Deputados, em Brasília, com o prêmio Darcy Ribeiro de Educação, dado a entidades e pessoas que se destacam na promoção e na defesa da educação no país.

“Muitas famílias de crianças com síndrome de Down ouviram quando seus filhos nasceram que eles não sobreviveriam, que não chegariam à adolescência. Hoje eles estão chegando à idade adulta, chegando à terceira idade, e nós precisamos pensar em planos de transição para a vida adulta, em capacitação profissional e na inclusão laboral desses indivíduos”, disse Sônia Mendes, mestre em diversidade e inclusão pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professora de educação especial da FAETEC Favo de Mel, escola pública dedicada exclusivamente a pessoas com deficiência intelectual.

Durante o evento, também foram entregues as três primeiras carteiras de identidade diferenciadas para pessoas com deficiência. Os documentos vêm acompanhados de um crachá contendo informações sobre as necessidades do titular como medicamentos utilizados e alergias, que podem ser relevantes em situações de emergência.


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