Primeira Assembleia do ONU-HABITAT começa em Nairóbi e elege presidente

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, abriu formalmente a primeira Assembleia do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) na segunda-feira (28) no escritório da agência da ONU em Nairóbi, no Quênia.

Na ocasião, Kenyatta enfatizou a necessidade de ação coletiva internacional para enfrentar os desafios de uma rápida urbanização, lembrando que muitas sociedades não estão preparadas para planejá-la adequadamente.

Ele disse que, diante desses desafios, o tema da Assembleia é “Inovação para uma melhor qualidade de vida nas cidades e comunidades”, o que segundo ele era apropriado e oportuno.

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O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, abriu formalmente a primeira Assembleia do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) na segunda-feira (28) no escritório da agência da ONU em Nairóbi, no Quênia.

Entre os convidados da cerimônia de abertura, estavam ministros e representantes de Estados-membros, governadores, prefeitos, representantes da sociedade civil e de organizações não governamentais, acadêmicos e empresários.

Na ocasião, Kenyatta enfatizou a necessidade de ação coletiva internacional para enfrentar os desafios de uma rápida urbanização, lembrando que muitas sociedades não estão preparadas para planejá-la adequadamente.

Ele disse que, diante desses desafios, o tema da Assembleia é “Inovação para uma melhor qualidade de vida nas cidades e comunidades”, o que segundo ele era apropriado e oportuno.

Delegados de Estados-membros das Nações Unidas elegeram Martha Delgado, sub-secretária de assuntos multilaterais e direitos humanos do Ministério de Relações Exteriores do México, como presidente da primeira sessão da Assembleia do ONU-HABITAT.

Depois de ser escolhida, ela disse: “gostaria enfatizar minha mais profunda apreciação a todos os Estados-membros que deram esta honra ao meu país, o México, ao me eleger como presidente”. “Posso garantir a vocês que farei o meu melhor”.

Falando ao público por meio de mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse: “sua reunião ocorre em meio a um importante cenário: cerca de 60% da infraestrutura urbana necessária até 2030 ainda precisa ser construída”. “Isso cria enormes oportunidades”, declarou.

A diretora-executiva do ONU-HABITAT, Maimunah Mohd Sharif, disse: “ninguém aqui precisa ser convencido de que a urbanização sustentável é a questão-chave do momento”. “Como vamos superar os desafios e maximizar as oportunidades? O tema da assembleia diz. Se não inovarmos e se continuarmos a fazer negócios como antes, teremos poucas chances de progresso”.

Houve uma palestra de Ridwan Kamil, governador da ilha de Java, na Indonésia, e um discurso de um músico da Gâmbia, Sona Jobarteh, sobre as conexões entre juventude, cultura e desenvolvimento.

A manhã também incluiu músicas indígenas apresentadas pela adolescente canadense Emma Stevens, além de apresentações de diversos grupos quenianos, incluindo Ghetto
Classics, Kenya Angklung Girls’ Chorale e Tarumbeta Africa. Houve também demonstrações de como o prédio escritório das Nações Unidas poderia ser redesenhado com a ajuda de um jogo computacional denominado Minecraft.

Um total de 113 países enviaram representantes para a abertura da Assembleia, mais da metade deles ministros ou vice-ministros. Além disso, mais de 60 prefeitos estavam entre os 2,2 mil delegados que participaram da cerimônia.

A Assembleia do ONU-HABITAT adotará normas e políticas globais que guiarão como as cidades e comunidades são planejadas, administradas e governadas. Sharif disse: “esta assembleia só acontecerá a cada quatro anos”. “O mundo está nos assistindo. Precisamos garantir que transformemos nossas palavras em ações para melhorar a vida de todos no mundo atual em urbanização”.