Primavera árabe mostra rejeição popular contra a corrupção, diz Diretor Executivo do UNODC

Conferência dos Estados Parte da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção ocorre até a próxima sexta-feira (28/10), em Marrocos, com o objetivo de aprimorar esforços internacionais sobre o tema.

Diretor-Executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury FedotovA primavera árabe inspirou o mundo com o repúdio de milhões de pessoas à corrupção e às sociedades corruptas, destacou o Diretor Executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, durante a abertura da quarta sessão da Conferência dos Estados Parte da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

A Conferência, que ocorre em Marrakesh (Marrocos) entre os dias 24 e 28 deste mês, debate formas de aprimorar os esforços internacionais para combater a corrupção e fortalecer a integridade. O papel que os jovens podem desempenhar no combate à corrupção e como desenvolver o conhecimento sobre as normas éticas também serão discutidos.

“A educação primária universal não pode existir se subornos são necessários para colocar as crianças em sistemas escolares”, afirmou Fedotov. As reduções na mortalidade infantil, segundo ele, são mais difíceis onde são necessários pagamentos para obter assistência médica. “Esta pode ser a diferença entre comer ou passar fome e em alguns casos, inclusive entre viver e morrer”.

Mais de mil delegados de 129 países, além de representantes da sociedade civil, organizações internacionais, parlamentos, meios de comunicação e o setor privado participam da Conferência.

A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção entrou em vigor em dezembro de 2005 e tem o poder de obrigar os estados a prevenir e criminalizar a corrupção, promover a cooperação internacional, recuperar ativos roubados e melhorar a assistência técnica e a troca de informações.