Presidente haitiano pede à Assembleia Geral da ONU permanência da MINUSTAH

Michel Martelly afirmou precisar da ajuda internacional para solucionar problemas e criticou o fato de a missão ter um mandato inflexível.


O presidente haitiano Michel Martelly declarou sexta-feira (23/9), na Assembleia Geral da ONU, que deseja que a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH) permaneça no país para ajudar o governo a melhorar a educação, gerar empregos, solucionar problemas de meio ambiente e garantir o Estado de direito.

“Acolhidas no começo como alívio, estas missões ficam sem fôlego”, avaliou. “Entre outras coisas, por um lado a expectativa dos países que as recebem são muito altas; por outro, as missões não conseguem evoluir, ficam congeladas em seus mandatos inflexíveis.”

“É uma pena porque nada é mais irresponsável e perigoso do que permitir que estas missões deixem os países sem que haja uma alternativa nacional sustentável”, afirmou Martelly.

“Estou ciente de que erros inaceitáveis mancharam o prestígio da missão, mas as árvores não devem esconder as florestas. E eu acho que a estabilização política passa por diversas etapas.”

“A missão não pode ser reduzida a uma simples força de intervenção ou passar para um papel de observadora mais ou menos neutra”, afirmou ao destacar o papel vital que educação e emprego têm na consolidação da paz.