Presidente da Assembleia Geral da ONU pede Trégua Olímpica para Jogos em Sochi

Tradição milenar grega da Trégua Olímpica pretende promover um ambiente de paz e assegurar o transporte, acesso e participação dos atletas nos Jogos.

Foto: PNUMA

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Faltando pouco mais de uma semana para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, o presidente da Assembleia Geral da ONU, John Ashe, pediu na quarta-feira (29) que os Estados-membros das Nações Unidas cumpram a tradição histórica de cessar as hostilidades antes dos Jogos.

Ele pediu para os governos “realizarem ações concretas nos níveis local, nacional, regional e internacional para promover e fortalecer uma cultura de paz e harmonia baseada no espírito da Trégua”.

A Trégua simbólica começa uma semana antes dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerá entre os dias 7 e 23 fevereiro, e vai até uma semana após o encerramento dos XI Jogos Paraolímpicos de Inverno, que será realizado entre os dias 7 e 16 março.

A antiga tradição grega do ‘ekecheiria’ ou Trégua Olímpica nasceu no século VIII a.C. “para incentivar um ambiente de paz e garantir a passagem segura, acesso e participação dos atletas e pessoas relevantes nos Jogos, mobilizando, assim, a juventude do mundo para a causa da paz”.

Desde 1994 os presidentes da Assembleia Geral da ONU fazem um apelo solene observando a Trégua durante os Jogos de Inverno e Verão. A partir de 2006, o pedido também foi estendido para os Jogos Paraolímpicos.

Em novembro do ano passado, a Assembleia ressaltou a importância de cooperar para “implementar coletivamente os valores da Trégua Olímpica em todo o mundo”.

Numa resolução adotada por consenso, ela concordou em “cooperar com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paraolímpico Internacional em seus esforços para usar o esporte como uma ferramenta para promover a paz, o diálogo e a reconciliação nas áreas de conflito durante e após” a realização dos Jogos.