Presidente da Assembleia Geral da ONU pede que Estados-membros não cedam ao pessimismo

“A Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 é encarada como a ação mais abrangente e global relacionada ao esforço realizado pela nossa Organização em toda a sua história”, disse o presidente do órgão, John Ashe.

Presidente da 68a. Assembleia Geral da ONU, John Ashe, discursa na abertura do Debate Geral. Foto: ONU/Rick Bajornas

Presidente da 68a. Assembleia Geral da ONU, John Ashe, discursa na abertura do Debate Geral. Foto: ONU/Rick Bajornas

O presidente da Assembleia Geral da ONU, John W. Ashe, pediu em seu discurso de abertura do fórum anual das Nações Unidas que os atuais líderes mundiais renovem seu compromisso de trabalhar juntos para erradicar a pobreza e promover a prosperidade econômica e social para as pessoas em todo o mundo através de uma nova agenda de desenvolvimento.

O tema para a sessão deste ano é “Agenda de Desenvolvimento Pós-2015: Preparando o Cenário”. Ashe pediu aos chefes de Estado e de Governo e outros representantes de alto escalão presentes na 68ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que aproveitassem esta oportunidade para ajudar a moldar uma agenda de desenvolvimento inclusivo.

“A Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 é encarada como a ação mais abrangente e global relacionada ao esforço realizado pela nossa Organização em toda a sua história”, disse Ashe. “Isso redefinirá completamente o conceito de desenvolvimento tradicionalmente conhecido, alinhando-o com a parceria, cooperação, equidade – social e geracional –, paz, a boa governança e o crescimento econômico baseado na sustentabilidade ambiental.”

Ashe observou que, embora a reunião deste ano esteja acontecendo em meio a conflitos em diversas regiões, com muitos países sofrendo com os efeitos das mudanças climáticas e milhões de pessoas ainda vivendo em extrema pobreza, os Estados-membros não devem ceder ao pessimismo, mas sim trabalhar ainda mais para abordar tais questões.

O Debate Geral – iniciado nesta terça-feira (24) e com término no dia 1º de outubro – fornecerá uma oportunidade para que os líderes políticos tenham um diálogo estratégico, diz Ashe, para a identificação dos parâmetros da agenda de sustentabilidade pós-2015.

Até agora, 84 chefes de Estado, 41 chefes de Governo, 11 vice-primeiros-ministros e 65 ministros de Relações Exteriores estão confirmados para discursar na Assembleia sobre o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza, as mudanças climáticas, os direitos humanos e uma série de questões de paz e segurança.