Presidente da Assembleia Geral cita fortalecer multilateralismo e revitalizar ONU como prioridades

Revitalizar as Nações Unidas para “fortalecer uma ordem mundial multilateral com base em regras” lidera uma lista de prioridades que a presidente da Assembleia Geral expôs a Estados-membros da ONU nesta terça-feira (22).

Convencida de que “revitalizar a ONU e avançar o multilateralismo andam lado a lado”, a presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, disse que está se comunicando com líderes mundiais em Nova Iorque e no exterior “para promover este objetivo”.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa. Foto: ONU

A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa. Foto: ONU

Revitalizar as Nações Unidas para “fortalecer uma ordem mundial multilateral com base em regras” lidera uma lista de prioridades que a presidente da Assembleia Geral expôs a Estados-membros da ONU nesta terça-feira (22).

Convencida de que “revitalizar a ONU e avançar o multilateralismo andam lado a lado”, a presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, disse que está se comunicando com líderes mundiais em Nova Iorque e no exterior “para promover este objetivo”.

Ela também prometeu trabalhar para revitalizar a Assembleia Geral, assim como para reformar o Conselho de Segurança da ONU e alinhar os objetivos da ONU à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Chamando a Agenda 2030 de “pedra fundamental do sucesso do multilateralismo”, Espinosa destacou a importância de construir maior entendimento público e apoio.

Sua segunda prioridade é implementar dois novos acordos globais sobre refugiados e migrantes, para os quais nomeou dois facilitadores para consultas com Estados-membros sobre arranjos para os Fóruns de Revisão de Migração Internacional – a principal plataforma intergovernamental para Estados discutirem a implementação e o compartilhamento dos progressos envolvendo o Pacto Global.

“Também irei continuar aumentando a conscientização sobre a importância de um debate informado sobre migração internacional, que seja baseado em fatos e números, para ajudar Estados-membros a desenvolverem suas próprias políticas e apoiar o Pacto Global para Migração”, disse.

A terceira prioridade de Espinosa é a igualdade de gênero e o empoderamento feminino.

“Estou comprometida em lutar pela paridade de gênero dentro da Assembleia Geral e pela igualdade de gênero em seus resultados, começando pelo meu escritório, onde igualdade de gênero é uma realidade”, enfatizou, destacando seu recém-estabelecido Grupo de Líderes de Igualdade de Gênero.

Em quarto, sob a prioridade relacionada à criação de oportunidades decentes de trabalho, ela destacou a necessidade de usar o impulso criado em torno da revisão do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 8 no Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, sob auspícios do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) em julho, assim como na comemoração dos 100 anos da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Proteger o meio ambiente é a quinta prioridade de Espinosa.

Chegando perto das primeiras metas da Agenda 2030, ela se comprometeu a encorajar todos os participantes a trabalharem coletivamente para a ação climática e ambiental, à medida que “precisa ser feito mais para impedir níveis perigosos de aquecimento global”.

“Precisamos ver a resposta às mudanças climáticas como uma oportunidade de se traçar um rumo para um futuro melhor para os seres humanos em direção a um mundo mais verde, mais limpo e mais sustentável”, afirmou.

Sobre poluição plástica, ela pediu para parceiros reduzirem a utilização de plásticos de uso único dentro de missões e prédios da ONU.

Em relação aos direitos de pessoas com deficiência, sua sexta prioridade, ela afirmou que um comitê sobre acessibilidade na ONU foi lançado em dezembro, na véspera do Dia Internacional para Pessoas com Deficiência.

Além disso, ela planeja lançar em junho uma campanha para a Ratificação Universal da Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.

Para suas prioridades finais, paz e segurança, a presidente da Assembleia afirmou que irá tirar vantagem de todos os mandatos e eventos existentes “para promover assuntos relacionados à prevenção de conflitos, construção de paz e manutenção de paz” para construir “sociedades mais pacíficas e resilientes”.

Olhando para trás

Espinosa destacou o que a Assembleia já alcançou desde que assumiu o cargo, em setembro, começando pelo número “sem precedentes” de líderes mundiais no debate geral de 2018, que enviou “uma forte mensagem” de apoio ao multilateralismo e à Organização.

Ela destacou a adoção em Marrakesh do Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular e também o “livro de regras” para o Acordo de Paris.

Além disso, Espinosa realizou uma série de diálogos com embaixadores sobre assuntos temáticos enfrentados pela Organização e nomeou 28 facilitadores e vice-chefes, sendo quase 60% destes, mulheres.