Presidenta da Argentina ressalta que regular mercado financeiro é uma ‘questão de direitos humanos’

Durante a 68ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Cristina Fernández afirma que ter uma casa, trabalho, esperança e dignidade são direitos fundamentais.

Presidenta da Argentina, Cristina Fernández. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Presidenta da Argentina, Cristina Fernández. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (24), a presidenta da Argentina ressaltou que regular os mercados financeiros é uma questão de direitos humanos.

Cristina Fernández disse que ter uma casa, trabalho, esperança e dignidade são direitos fundamentais, por isso, os cidadãos tornam-se repetidas vítimas de especuladores e lobistas financeiros.

“Vemos milhões de desempregados no mundo, uma situação semelhante à que a Argentina passou em 2001”, lamentou a líder argentina.

Sobre o conflito na Síria, Fernández observou que a grande maioria dos sírios morreu em ataques com armas convencionais e lembrou que durante a mais recente reunião do G20 em São Petersburgo, na Rússia, surgiu a questão sobre a real diferença entre uma pessoa ter sido morta por estilhaços, minas, mísseis, granadas ou armas químicas.

“Eles mataram mais de 150 mil pessoas e 99,9% das pessoas morreram por armas convencionais e não armas químicas”, disse ela. “Não há guerras justas. Somente a paz é justa”, acrescentou.

Fernández afirmou ainda que a Argentina propôs a reforma do Conselho de Segurança da ONU de modo que suas decisões sejam tomadas por consenso, sem a possibilidade de veto.

Neste semana, estão participando do debate geral da 68ª sessão da Assembleia Geral da ONU 193 representantes dos Estados-membros — entre chefes de Estado e de Governo, vice-primeiros-ministros e ministros –, falando sobre temas como desenvolvimento sustentável, erradicação da pobreza, mudança climática, direitos humanos, paz e segurança. O debate será encerrado no dia 1o de outubro.