Prêmio e fórum da ONU em SP impulsionam igualdade de gênero no setor privado

Presidentes de empresas, empreendedoras e empresárias participaram na segunda-feira (7) da cerimônia de entrega do Prêmio WEPs Brasil 2019, em São Paulo (SP). WEPs é a sigla em inglês para os Princípios de Empoderamento das Mulheres, iniciativa de ONU Mulheres e Rede Brasil do Pacto Global para promover a igualdade de gênero no setor privado.

Das 181 empresas que se inscreveram, 61 tiveram suas práticas premiadas, sendo que oito fazem parte do Comitê Brasileiro do Pacto Global — PWC, Natura, Enel, Braskem, Petrobras, Itaú, BASF e Santander, além de Albert Einstein e Siemens, que receberam menções honrosas.

A empresa Unilever foi o principal destaque da noite, a única a levar para casa o troféu na categoria Diamante, tendo atingido mais de 95% de aproveitamento na implementação dos Princípios.

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Presidentes de empresas, empreendedoras e empresárias participaram na segunda-feira (7) da cerimônia de entrega do Prêmio WEPs Brasil 2019, em São Paulo (SP). WEPs é a sigla em inglês para os Princípios de Empoderamento das Mulheres, iniciativa de ONU Mulheres e Pacto Global que orienta empresas a promover a igualdade de gênero por meio do empoderamento das mulheres.

Das 181 empresas que se inscreveram no Prêmio WEPs Brasil 2019, 61 tiveram suas práticas premiadas, sendo que oito fazem parte do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) — PWC, Natura, Enel, Braskem, Petrobras, Itaú, BASF e Santander, além de Albert Einstein e Siemens, que receberam menções honrosas.

Na terça e quarta-feira (8 e 9), a programação promovida por ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e União Europeia (UE) continuou com o Fórum WEPs 2019.

O evento foi aberto pelo embaixador da União Europeia no Brasil, Ignácio Ybañez Rubio, pela diretora regional da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe, Maria-Noel Vaeza, e pelo secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira.

Na sequência, foram apresentados painéis por CEOs de empresas signatárias dos WEPs, pelas ganhadoras do Prêmio WEPs Brasil e outras empresas e organizações do “Programa-Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios” de Argentina, Chile, Costa Rica, Jamaica e Uruguai.

Foram abordados temas como igualdade salarial, licenças parentais, compras sensíveis ao gênero, barreiras impostas a empresas de mulheres na exportação e o acesso ao crédito, eliminação dos estereótipos de gênero na propaganda, entre outros.

O Prêmio WEPs, o Fórum WEPs e o Seminário Internacional têm como realizador o “Programa Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios”, com o apoio institucional do Pacto Global.

Para a coordenadora regional do programa, Esther Senso, a realização do prêmio, do fórum regional e do seminário reafirma a parceria entre a iniciativa e empresas comprometidas com a igualdade de gênero para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“No Brasil, apenas 37% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres. A situação é ainda mais desigual para a mulher negra, que além do pouco acesso à liderança das empresas, enfrenta uma taxa de desemprego (16%) que é o dobro da verificada entre homens brancos”, disse o secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira.

“As empresas têm um papel fundamental no combate à desigualdade de gênero, por isso, é importante reconhecer e divulgar boas práticas, e o Pacto Global adotou o tema gênero como uma de suas prioridades para 2020.”

Em sua primeira missão ao Brasil, a diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe afirmou que o setor privado é extremamente importante para o empoderamento das mulheres.

“Quando a mulher está empoderada dentro da empresa, a empresa ganha mais”, declarou. “A mulher tem que ter a possibilidade de trabalhar na empresa e participar da economia formalmente. Caso contrário, os países não crescem”, completou.

Para o embaixador da UE no Brasil, o setor privado brasileiro é um pioneiro internacional quanto ao seu engajamento com os Princípios de Empoderamento das Mulheres. “Este conjunto de princípios fornece orientações sobre como capacitar e empoderar as mulheres e promover local de trabalho, mercado e comunidade não discriminatórios”, disse.

Em sua terceira edição, a premiação cresceu e saltou de 81 empresas inscritas em 2014 para 181 em 2019, destas, 68 foram finalistas e 61 premiadas.

Sem concorrer entre si, mas sim pela maior pontuação dentre os Princípios de Empoderamento das Mulheres, 12 companhias receberam troféus na categoria Menção Honrosa, 21 na Bronze, 15 na Prata e 12 na Ouro.

A empresa Unilever foi o principal destaque da noite, a única a levar para casa o troféu na categoria Diamante, tendo atingido mais de 95% de aproveitamento na implementação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres e sido reconhecida na categoria ouro em edições anteriores.

Esta categoria foi pensada para reconhecer a implementação continuada e comprometida dos Princípios, seja com ações internas quanto externas, refletindo os esforços globais da empresa.

“O Brasil este ano passou de terceiro a segundo lugar e estamos perto de alcançar a Turquia no primeiro lugar em empresas signatárias dos Princípios. Duzentas e setenta e três empresas assumiram publicamente e internamente seus compromissos com o empoderamento das mulheres brasileiras. No mundo, são mais de 2,5 mil empresas signatárias”, afirmou a representante interina da ONU Mulheres Brasil, Ana Carolina Querino.

A escolha das empresas incluiu visitas de avaliação e a consolidação dos resultados pela Comissão Técnica. A proposta de reconhecimento das finalistas é submetida a uma Banca de Juízas, que definiram as que receberam o reconhecimento pelo Prêmio WEPs Brasil 2019. As empresas foram divididas entre pequeno, médio e grande porte.

O processo de premiação e o resultado tiveram a validação de auditoria independente para todas as etapas do prêmio. A empresa J F Granja S/S realizou a auditoria, emitindo o Relatório de Pleno Atendimento ao Regulamento.

Nesta edição, inscreveram-se empresas de quatro regiões do Brasil, de 13 estados, sendo que a maior concentração foi na região Sudeste, com 127 inscritas e 53 finalistas. Cerca de 20% do PIB brasileiro foi mobilizado com as ações do prêmio, com propósito de incentivo e de estímulo às práticas de equidade de gênero.