Preços globais dos alimentos têm alta pelo terceiro mês consecutivo em julho, diz FAO

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Os preços globais dos alimentos tiveram alta pelo terceiro mês consecutivo em julho, impulsionados principalmente pelo avanço dos cereais, do açúcar e dos laticínios, informou nesta quinta-feira (3) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Os preços globais dos alimentos tiveram alta pelo terceiro mês consecutivo em julho, impulsionados principalmente pelo avanço dos cereais, do açúcar e dos laticínios. Foto: FAO/Biayna Mahari

Os preços globais dos alimentos tiveram alta pelo terceiro mês consecutivo em julho, impulsionados principalmente pelo avanço dos cereais, do açúcar e dos laticínios. Foto: FAO/Biayna Mahari

Os preços globais dos alimentos tiveram alta pelo terceiro mês consecutivo em julho, impulsionados principalmente pelo avanço dos cereais, do açúcar e dos laticínios, informou nesta quinta-feira (3) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O índice de preços dos alimentos da FAO (FAO Food Price Index) ficou em 179.1 pontos em julho, seu maior nível desde janeiro de 2015, com uma alta de 2,3% frente a junho de 2017 e de 10,2% na comparação com julho do ano passado.

O avanço das cotações do arroz apoiaram a elevação do índice de cereais FAO Cereal Price Index, que subiu 5,1% em julho e tem registrado alta consistente nos últimos três meses.

“O valor do trigo subiu em julho, enquanto as condições metereológicas impulsionaram as colheitas na América do Norte, enquanto ajustes sazonais elevaram os preços do arroz”, explicou a FAO em comunicado. “Por outro lado, os preços do milho permaneceram estáveis”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, o índice de lacticínios (FAO Dairy Price Index) teve aumento de 3,6% em julho, impulsionado pela elevação do preço de manteiga, queijo e leite em pó. “A disponibilidade reduzida das exportações elevou o preço da manteiga em julho, ampliando a diferença entre a cotação da manteiga e de outros laticínios”, disse o comunicado.

Embora o índice de açúcar da FAO (FAO Sugar Index) tenha registrado aumento de 5,2% em julho, foi o primeiro avanço desde o início do ano. “A forte valorização do real brasileiro foi a principal causa para a recuperação dos preços do açúcar. Contudo, os preços continuam 26% abaixo do valor registrado nesta mesma época em 2016”, disse a FAO.

Por outro lado, o índice de óleos vegetais da FAO registrou uma queda de 1,1% de junho a julho, marcando o patamar mais baixo desde agosto do ano passado.

Por último, a FAO informou que o índice dos preços da carne manteve-se estável. “O aumento dos preços de carne bovina foi compensado pela queda no comércio de carne de porco e de aves”, afirmou a agência.


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