Portugal faz doação de livros para biblioteca da ONU em dia da língua portuguesa

O governo de Portugal doou no último final de semana cerca de 200 livros para a Biblioteca da ONU, localizada na sede do organismo internacional, em Nova Iorque.

Capitaneada pelo Instituto Camões da Cooperação e da Língua, inciativa foi uma das atividades do país europeu para comemorar o Dia da Língua Portuguesa, celebrado em 5 de maio. Idioma é falado por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes e em nove países.

Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões (segundo da direita para esquerda), e Thanos Giannakopoulos, chefe da Biblioteca da ONU (o quarto da direita para esquerda). Foto: ONU News

Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões (segundo da direita para esquerda), e Thanos Giannakopoulos, chefe da Biblioteca da ONU (o quarto da direita para esquerda). Foto: ONU News

O governo de Portugal doou no último final de semana cerca de 200 livros para a Biblioteca da ONU, localizada na sede do organismo internacional, em Nova Iorque. Capitaneada pelo Instituto Camões da Cooperação e da Língua, inciativa foi uma das atividades do país europeu para comemorar o Dia da Língua Portuguesa, celebrado em 5 de maio.

Para Luís Faro Ramos, presidente do instituto, as publicações doadas “são um primeiro lote daquilo que será uma biblioteca das Nações Unidas com mais títulos em língua portuguesa”. Em entrevista ao serviço de notícias da ONU em português, a ONU News, o dirigente descreveu o acervo de livros da ONU como o “lugar por excelência do multilateralismo”.

Entre os volumes disponibilizados pelo Camões, estão livros acadêmicos sobre democracia e Direito e sobre a história das nações que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Faro Ramos destaca na coleção o Novo Atlas da Língua Portuguesa, que inclui “estatísticas muito interessantes sobre a presença da língua em todo o mundo, o seu poder e potencial, atual e futuro”.

O presidente do instituto também chamou atenção para uma edição especial da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Segundo Faro Ramos, trata-se de “um exemplar muito bonito, com os artigos da Declaração ilustrados com desenhos e gravuras de autores portugueses, feito para celebrar o seu 50º aniversário”.

Segundo o especialista, o português está se tornando “uma língua de fato universal, global, policêntrica, que é falada por mais de 260 milhões de pessoas, em cinco continentes e nove países”.

A doação do Estado português foi recebida pelo chefe da Biblioteca da ONU, Thanos Giannakopoulos, que disse que “este é um ato bastante importante”, porque o espaço tem recebido cada vez mais conteúdo em português.

Giannakopoulos explicou que “a biblioteca serve sobretudo aos funcionários das Nações Unidas, às missões permanentes, investigadores externos e ao público que visita a sede da ONU”.