Por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

“Em dezembro de 2007, a UNESCO deu início às comemorações do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, texto elaborado depois da devastação causada pela Segunda Guerra Mundial e das atrocidades cometidas naquele período. Hoje, 60 anos depois, lembramos respeitosamente das vítimas e dos sobreviventes daqueles anos, quando o Holocausto violentou os direitos humanos básicos de milhões de homens, mulheres e crianças (…)”. Leia artigo de Koichiro Matsuura, Diretor-Geral da UNESCO.

UNESCOKoichiro Matsuura, Diretor-Geral da UNESCO

Em dezembro de 2007, a UNESCO deu início às comemorações do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, texto elaborado depois da devastação causada pela Segunda Guerra Mundial e das atrocidades cometidas naquele período. Hoje, 60 anos depois, lembramos respeitosamente das vítimas e dos sobreviventes daqueles anos, quando o Holocausto violentou os direitos humanos básicos de milhões de homens, mulheres e crianças. O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto fornece um tempo e um espaço próprios para reflexão coletiva e lembrança desse trágico episódio da história mundial.

Hoje, quando curvamos nossas cabeças para aqueles que perderam suas vidas e as de seus entes queridos, reconhecemos que o espírito humano não se perdeu e que, recordando os horrores de então, podemos, e de fato devemos, nos unir para evitar que fatos semelhantes aconteçam novamente. Sabedores de que o ódio cresce das sementes da ignorância, temos, na comunidade internacional, a responsabilidade coletiva de assegurar que esse ódio não encontre meios de prosperar.

Com a adoção da Resolução em Educação para a Memória do Holocausto pela Conferência Geral da UNESCO de 2007, a Organização deu início a vários esforços para contribuir com essa meta. Ao longo de todo o ano passado, a UNESCO estabeleceu parcerias com diferentes atores dentro e fora das Nações Unidas. A Organização também contribui com a construção de consciências contra todas as formas de discriminação, incluindo a luta contra o antisemitismo e contra todas as ações e palavras que possam ser interpretadas como negação do Holocausto.

A educação sobre o Holocausto não deve reconhecer limites em relação a assuntos curriculares, local, idade e grupo de estudantes. Mais do que silenciar, deve inspirar nossos jovens a desafiar o antisemitismo, o racismo e o extremismo. Por meio de nossas redes de escolas e universidades, como as Escolas Associadas da UNESCO e as Cátedras da Organização, assim como por meio do trabalho de nossos institutos de educação, entre eles o Escritório Internacional de Educação (IBE), a UNESCO assegurará que a memória do holocausto não se perca nas futuras gerações. Somente pela promoção dessa memória é que a dor e o sofrimento causados à humanidade por esse trágico evento podem ser traduzidos em uma série de ações positivas que assegurem que eles jamais se repetirão.


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