População mundial passará de dez bilhões até 2100

Projeções indicam que a população mundial deverá ultrapassar a marca de nove milhões antes de 2050 e chegar a 10,1 bilhões até o final do século, se as taxas de fecundidade atuais continuarem nos níveis esperados, de acordo com dados divulgados hoje (03/05).

O Níger tem uma das maiores taxas de aumento populacional no mundo.Projeções indicam que a população mundial deverá ultrapassar a marca de nove milhões antes de 2050 e chegar a 10,1 bilhões até o final do século, se as taxas de fecundidade atuais continuarem nos níveis esperados, de acordo com dados divulgados hoje (03/05). Os números revelam que a maior parte do aumento virá dos chamados “países de alta fertilidade”, principalmente na África Subsaariana, mas também em algumas nações da Ásia, da Oceania e da América Latina.

A Revisão de 2010 das Perspectivas de População Mundial, elaborada pela Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, mostra que uma pequena variação na fertilidade pode levar a grandes diferenças, em longo prazo, no tamanho da população mundial.

Com base na projeção de médio prazo, o número de pessoas no mundo – atualmente de cerca de sete bilhões – passariam de oito bilhões em 2023, nove bilhões em 2041 e, em seguida, dez bilhões em algum momento após 2081. No entanto, um pequeno aumento na fertilidade pode significar em uma população global de até 15,8 bilhões em 2100, enquanto uma pequena queda pode resultar em um eventual declínio geral na população, para 6,2 bilhões, até o final do século.

A Diretora da Divisão de População, Hania Zlotnik, disse hoje a jornalistas que as populações de muitos países estão envelhecendo e continuarão a fazê-lo à medida que diminuírem suas taxas de fertilidade. Assim, a população dos países classificados como de baixa fertilidade ou de fertilidade intermediária atingiriam seu pico bem antes do final do século.

A expectativa de vida deverá aumentar em todas as categorias de países, sobretudo com eventuais cortes de mortes precoces promovidos pela melhoria do tratamento do HIV/AIDS em muitos países africanos subsaarianos, até 81 anos entre 2095 e 2100.