Política habitacional de Israel ameaça palestinos e árabes israelenses, diz Relatora Raquel Rolnik

Relatora brasileira pede uma nova política que atenda as minorias e os em desvantagem social em Israel e nos Territórios Ocupados Palestinos.

A Relatora Especial da ONU sobre o direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, criticou hoje (13/02) a política habitacional adotada por Israel. De acordo com a brasileira, árabes israelenses e palestinos morando sob ocupação militar estão tendo seus direitos à moradia ameaçados. Ela pede uma nova política que atenda as minorias e aqueles em desvantagem social.

“Durante minha visita, recebi repetidas reclamações sobre a falta de moradia, ameaças de demolição, despejos e superlotação nas comunidades palestinas”, afirmou Rolnik, que lembrou a relação dos casos relatados  com a construção dos assentamentos judaicos.

Os planos de realocar beduínos no Deserto de Negev – área dentro de Israel – e décadas de construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental foram considerados “novas fronteiras de desapropriação de moradores tradicionais e a implementação de uma estratégia de judaização e controle territorial.”

Raquel Rolnik afirmou que a situação na Faixa de Gaza é ainda mais complicada. O bloqueio de Gaza estaria segregando e restringindo a expansão e sobrevivência de comunidades palestinas no local.

Greve de Fome

Na sexta-feira (13/02), o Coordenador Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, pediu que o governo israelense preserve a saúde do prisioneiro palestino, Khader Adnan. Ele está em greve de fome desde o dia 18 de dezembro por conta da sua detenção sem acusação, segundo relatos da mídia.

Robert Serry lembrou que a “detenção administrativa deve ser usada em circunstâncias especiais, por um período curto, sem prejudicar os direitos garantidos aos prisioneiros.”