Pobreza extrema e insegurança alimentar aumentaram na América Latina e Caribe em 2013, mostra FAO

Região tem 68 milhões de indigentes. Baixo crescimento econômico e inflação reduziram acesso aos alimentos, apesar da boa disponibilidade. Entretanto, governos melhoraram acesso à nutrição.

Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

O número de pessoas em situação de pobreza extrema passou de 66 milhões para 68 milhões na região da América Latina e Caribe em 2013, mostra estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Já o dos que vivem na pobreza se manteve estável na comparação com 2012, somando 168 milhões.

De acordo com o Boletim de Segurança Alimentar e Nutricional da FAO, o crescimento econômico de 2,6% e a inflação de 10,2% referente exclusivamente aos alimentos prejudicaram o acesso aos alimentos.

Mesmo com o crescimento 0,5% inferior que em 2012 e do acesso aos alimentos dificultado pela inflação 1,3% maior, outros aspectos da segurança alimentar, como disponibilidade e estabilidade dos alimentos foram considerados em bom estado.

O documento afirma, ainda, que os governos implementaram ações para melhorar o estado nutricional de suas populações, particularmente em relação aos hábitos alimentares e suas consequências.