PNUD: Relatório destaca importância de estimular o crescimento econômico inclusivo 

A apresentação do Relatório Econômico e Social da ONU para a Ásia e o Pacífico 2015 no Brasil gerou uma oportunidade para debater as diferenças históricas socioeconômicas de ambas regiões e discutir incentivos para o crescimento econômico inclusivo.

 Favela em Jacarta, Indonésia. Foto: Wikimedia Commons/Jonathan McIntosh


Favela em Jacarta, Indonésia. Foto: Wikimedia Commons/Jonathan McIntosh

Como canalizar o crescimento econômico para o desenvolvimento inclusivo foi tema de debate em Brasília nesta quinta-feira (14) durante o lançamento do Relatório Econômico e Social da ONU para a Ásia e o Pacífico 2015, lançado oficialmente para a América Latina e o Caribe.

Trata-se da terceira vez que o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (International Policy Centre for Inclusive Growth – IPC-IG) lança o estudo, principal publicação anual da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico (UNESCAP).

No nível macroeconômico, o foco do estudo está menos na pobreza (multidimensional) e mais na inclusão, que se pode definir como uma combinação de melhores padrões de vida, menos desigualdade de renda, mais oportunidades e menos pobreza extrema. Observou-se em alguns países – China, Índia e Indonésia- que os índices de desigualdade em geral caíram, e o coeficiente de Gini aumentou.

O seminário Ásia e Brasil: Perspectivas de Cooperação e Inclusão abordou as diferenças históricas básicas entre os modelos econômicos da América Latina e da Ásia, destacando que em caso de um choque externo, a América Latina tende a voltar-se para o FMI, enquanto os países asiáticos tradicionalmente optam por soluções regionais.

O coordenador residente do Sistema ONU e representante residente do PNUD Brasil, Jorge Chediek, declarou que “o crescimento econômico não gera automaticamente progresso social ou desenvolvimento humano e que indicadores de desenvolvimento são necessários”, ele também fez referência ao Brasil e as políticas sociais que tiraram 36 milhões de brasileiros da pobreza e possibilitou que 44 milhões ingressassem na classe média.

Leia mais sobre o evento aqui.