PNUD pede metas de crescimento que combatam pobreza gerando igualdade social e preservação ambiental

Em conferência sobre agenda pós-2015, representante da ONU ressalta necessidade de abordagem integrada para colocar em prática acordo firmado na Rio+20.

A Administradora do PNUD, Helen Clark, em visita à Costa Rica. Foto: PNUD Costa Rica/Adriana Zúñiga

A Administradora do PNUD, Helen Clark, em visita à Costa Rica. Foto: PNUD Costa Rica/Adriana Zúñiga

A administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark, participou na semana passada de uma conferência na Costa Rica para discutir a agenda pós-2015. No evento, ela chamou a atenção para a necessidade de estabelecer novos objetivos de desenvolvimento que sejam complementares entre si e com foco no crescimento, no combate à pobreza e na sustentabilidade.

“No PNUD, nós acreditamos ser crucial unir, em uma só, as agendas de erradicação da pobreza, da equidade social e da sustentabilidade ambiental”, declarou Clark sobre as metas que substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que vão até 2015.

“A sustentabilidade ambiental não pode ser um mero complemento para uma nova agenda global de desenvolvimento – ou ficar simplesmente isolada do resto”, disse Clark. “A obrigação agora é avançarmos de um discurso focado em compensações entre crescimento, pobreza e meio ambiente para um discurso que procure melhorar os três segmentos de desenvolvimento sustentável de forma conjunta.”

“O mundo não será capaz de sustentar o progresso social e econômico se o meio ambiente estiver em ruínas. Precisamos de abordagens integradas para que o desenvolvimento sustentável endossado na Rio+20 seja posto em prática”, afirmou Clark, referindo-se à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012.

O encontro da Costa Rica faz  parte de um diálogo global  sobre uma agenda futura para o desenvolvimento, compreendendo consultas em quase cem países, 11 sessões temáticas sobre ambiente, saúde, água, crescimento econômico, emprego e outros pontos, e um levantamento que convida a população a votar em 16 prioridades para o desenvolvimento.