PNUD oferece cursos sobre produção de carvão vegetal para a siderurgia brasileira

Em Belo Horizonte (MG), o projeto Siderurgia Sustentável, implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), promove na sexta-feira (17) uma série de minicursos sobre a produção sustentável de carvão vegetal para a siderurgia.

Mesmo que a maioria das pessoas não consiga identificar, no dia a dia, produtos da siderurgia, como o aço, o ferro-gusa e as ferroligas, esses materiais são utilizados na produção de carros, aviões, eletrodomésticos e até celulares. Na fabricação desses insumos, o carvão é indispensável.

Projeto busca reduzir emissões de gases de efeito estufa na produção de ferro-gusa, aço e ferroligas, e promover a adoção de boas práticas produtivas na siderurgia para se alcançar sustentabilidade ambiental, social e também econômica. Foto: Rooseveelt Almado (CC)

Projeto busca reduzir emissões de gases de efeito estufa na produção de ferro-gusa, aço e ferroligas, e promover a adoção de boas práticas produtivas na siderurgia para se alcançar sustentabilidade ambiental, social e também econômica. Foto: Rooseveelt Almado (CC)

Em Belo Horizonte (MG), o projeto Siderurgia Sustentável, implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), promove na sexta-feira (17) uma série de minicursos sobre a produção sustentável de carvão vegetal. Essa modalidade evita o desperdício de matéria-prima e aumenta a renda e a competitividade do agricultor que planta florestas para atender às demandas do setor siderúrgico.

A iniciativa do PNUD na capital mineira prevê que mais de 200 pessoas serão capacitadas, incluindo produtores independentes, técnicos extensionistas, estudantes e empresários do setor siderúrgico. As formações do Siderurgia Sustentável fazem parte da programação do V Fórum Nacional sobre Carvão Vegetal, promovido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Mesmo que a maioria das pessoas não consiga identificar, no dia a dia, produtos da siderurgia, como o aço, o ferro-gusa e as ferroligas, esses materiais são utilizados na produção de carros, aviões, eletrodomésticos e até celulares. Não é possível, hoje, viver sem o ferro e seus produtos.

Para se produzir o aço, o ferro-gusa e as ferroligas, o carvão é indispensável, não apenas porque gera energia, mas também porque fornece o carbono, ingrediente essencial para esses materiais.

O Brasil é o único país no mundo que ainda mantém significativa produção de ferro-gusa, aço e ferroligas com uso de carvão vegetal. Essa característica da siderurgia brasileira fornece ao mercado mundial um produto de excelente qualidade que, caso feito com matéria-prima renovável e processos sustentáveis, não apenas diminui as emissões de gases do efeito estufa, como também reduz a dependência de um produto importado — o carvão mineral. Além disso, a adoção de modelos econômica, social e ambientalmente responsáveis gera emprego e renda no Brasil.

Siderurgia Sustentável

Implementado em Minas Gerais, o projeto Siderurgia Sustentável foi desenvolvido para incentivar a produção sustentável de carvão vegetal de florestas plantadas e fomentar o uso desse insumo na siderurgia brasileira. Além de promover a formação de multiplicadores e a capacitação de produtores, a iniciativa incentiva a disseminação de tecnologias mais eficientes para a produção e uso do carvão vegetal na indústria.

Por meio do projeto, foi criado um mecanismo de apoio que conta com a participação de empresas da cadeia siderúrgica em Minas Gerais, como a ArcelorMittal, Plantar, Rima Industrial, Vallourec, DPC e Cossisa. As companhias foram selecionadas por um processo competitivo e receberam recursos para testar soluções inovadoras e melhorar a sua produção.

O apoio para a disseminação de tecnologias produtivas mais eficientes será expandido neste ano para incluir produtores independentes de carvão vegetal, também em solo mineiro. O objetivo é oferecer assistência técnica e recursos para a implantação ou expansão de praças de carbonização com fornos e processos sustentáveis.

O Siderurgia Sustentável conta com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e é implementado pelo PNUD, com coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente. Sua execução se dá em conjunto com o Ministério da Economia, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e com o Governo de Minas Gerais.

O projeto está alinhado à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que têm como proposta erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem paz e prosperidade.


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