PNUD manifesta preocupação com possível impacto do zika no desenvolvimento

O zika vinha sendo encarado apenas como doença leve, mas a suspeita associação dele com mais de 4000 casos de crianças nascidas com má formação, apenas no Brasil, é alarmante. Foto: Portal Brasil

O Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) está pronto para unir-se à resposta internacional, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao surto de microcefalia e outras anomalias neurológicas graves, as quais podem estar associadas ao vírus zika, transmitido por mosquito.

“A disseminação contínua do vírus zika é causa de grande preocupação, particularmente em relação ao impacto que o vírus tem tido em indivíduos, famílias e comunidades e o potencial impacto no desenvolvimento”, afirmou a administradora do PNUD, Helen Clark.

A OMS declarou que o surto é uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

O zika é transmitido pelo mesmo mosquito transmissor da chikungunya, da dengue e da febre amarela e está presente em grande parte das Américas, África e Ásia. O zika vinha sendo encarado apenas como doença leve, mas a suspeita associação dele com mais de 4.000 casos de crianças nascidas com má formação, apenas no Brasil, é alarmante.

“Uma das maneiras mais eficazes de controle da disseminação da doença transmitida pelo mosquito é, evidentemente, o controle dos mosquitos que a espalham”, disse Helen Clark.

“O controle efetivo dos mosquitos vai além do setor da saúde e inclui a melhora do saneamento básico e das condições de vida, promovendo práticas agrícolas mais seguras e vencendo barreiras para o acesso a serviços de saúde. Como estratégias de longo prazo, aumentar a equidade de gênero, melhorar a educação e abordar a degradação ambiental serão fundamentais”, complementou.

A análise de políticas pode determinar como a vulnerabilidade é afetada por questões como agricultura urbana, habitação, desigualdade de gênero e práticas educacionais. O PNUD está preparado para apoiar governos que o procurem e pode compartilhar expertise sobre esse tipo de abordagem multissetorial de enfrentamento a ameaças à saúde.

Por meio da parceria com o Fundo Global, o PNUD gerencia programas de malária em nove países e possui também fortes parcerias com agências estratégicas de técnica em saúde, organizações regionais e sociedade civil.

O PNUD também pode contribuir na coordenação do envolvimento da comunidade na resposta às doenças, fortalecendo cadeias de fornecimento de produtos de saúde, como mosquiteiros, e apoiando a coordenação do sistema ONU.

Tendo desempenhado papel-chave na luta contra o ebola na África Ocidental no ano passado, o PNUD tem também experiência valiosa na resposta a emergências de saúde pública.