PNUD lança laboratórios de inovação para combate às desigualdades e mudanças do clima

Graças a um projeto de adaptação às mudanças climáticas do PNUD, a agricultora afegã Guncha Gul adquiriu sua própria estufa e colmeias no distrito de Herat. Foto: PNUD

Uma rede de 60 laboratórios de aceleração lançará globalmente soluções para desafios como mudança do clima e aumento das desigualdades. Criados em julho por Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Alemanha e Catar, esses laboratórios reunirão ideias baseadas em novas fontes de dados e de experimentação em tempo real mirando o desenvolvimento sustentável do século 21.

“Estamos no começo de uma jornada arrojada, mas nos movendo rapidamente. A fase de instalação de 60 laboratórios de aceleração está quase completa após a triagem de 8 mil candidatos”, declarou o administrador do PNUD, Achim Steiner.

“Já estamos recebendo ótimas respostas de parceiros governamentais, centros tecnológicos e laboratórios de inovação do mundo, que estão interessados em trabalhar com os laboratórios de aceleração do PNUD em soluções inovadoras para desafios como urbanização, plásticos marinhos e criação de oportunidades de emprego para os jovens.”

Durante o lançamento dos laboratórios, em Nova Iorque, Steiner esteve acompanhado da secretária parlamentar de Estado do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Maria Flachsbarth, e do diretor-geral do Fundo do Catar para o Desenvolvimento, Khalifa bin Jassem Al-Kuwari.

Desafios contemporâneos

A velocidade e a complexidade dos desafios atuais são diferentes dos vividos em outros períodos da história, exigindo uma gama igualmente sofisticada de soluções para o desenvolvimento que lidem com problemas complexos e acelerem o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália e de outros parceiros, os laboratórios de aceleração atenderão 78 países e desempenharão um papel importante ao repensar o desenvolvimento sustentável em um século que é, muitas vezes, dominado por condições voláteis as quais os sistemas do século passado não estão aptos a atender.

A rede de laboratórios combinará inovações de base com novas fontes de dados e experimentação em tempo real, explorando soluções para questões como a economia circular, o emprego para os jovens e a mudança global do clima.

“Estamos orgulhosos de nos aliar ao PNUD nesse experimento global. Acreditamos que este seja um movimento arrojado que combina com as ambições da Agenda 2030. Ainda temos dez anos para alcançar os ODS, e a Alemanha está comprometida a investir em novas maneiras de acelerar nosso progresso”, afirmou Flachsbarth. “O tempo é essencial nesse trabalho e a rede proporciona o laboratório certo para avançar o know-how”, concluiu.

O sucesso desses novos laboratórios permitirá que o PNUD identifique inovações locais e ajude a ampliar seu potencial para acelerar o desenvolvimento. “A abordagem de base adotada pelos laboratórios enfatiza a importância de explorar soluções socialmente aceitas e de origem local que tornem as respostas aos desafios de desenvolvimento do século 21 mais eficientes e eficazes”, disse Al-Kuwari.

“Ao dar um voto de confiança investindo os primeiros 20 milhões de dólares, conseguimos melhorar a entrega de nossos compromissos internacionais nas regiões do Oriente Médio e África”, continuou.

Até o momento, os laboratórios atraíram mais de 70 milhões de dólares em investimentos – sendo 33 milhões de dólares de Alemanha, 20 milhões de dólares do Catar, 5,5 milhões de dólares da Itália e 20 milhões de dólares de parceiros do PNUD.

O PNUD procura novos parceiros e investimentos para expandir seu portfólio que testa e desenvolve uma variedade de soluções que correspondam às aspirações dos ODS.